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14 de fevereiro de 2026

6 segredos das musas do carnaval para manter o shape na folia

6 segredos das musas do carnaval para manter o shape na folia

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O Carnaval expõe corpos como nenhuma outra época do ano.

Nos blocos e desfiles, musas chamam atenção por silhuetas esculturais e aparência impecável, dando a impressão de que aquela forma física é resultado apenas de genética privilegiada.

Mas não é bem assim. Por trás do visual, há rotinas rígidas de treino, dietas controladas e procedimentos estéticos. Manter esse padrão exige disciplina contínua e escolhas que começam bem antes da festa.

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Veja algumas das intervenções mais comuns entre elas:

Harmonização de bumbum

Não há como negar: os bumbuns de fora das passistas sempre fazem sucesso no carnaval.

A autoestima de muitas brasileiras está no bumbum, e temos uma verdadeira questão cultural envolvendo essa região”, afirma o médico Wellinthon Verginelli, criador da técnica conhecida como Bumbum Well.

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Mas a pergunta do público é: como ter o bumbum empinado, volumoso e durinho como tantas musas exibem no Carnaval? Bom, o segredo da maioria delas é a harmonização de bumbum. E os dois principais componentes injetados são os bioestimuladores de colágeno e o ácido hialurônico.

“Quando comecei a fazer o Bumbum Well, 6 anos atrás, a gente injetava só bioestimulador, para aumentar colágeno e melhorar a pele daquela região. Mas, com o advento do ácido hialurônico corporal, foi possível entregar mais contorno, volume e resultados imediatos às pacientes“, detalha o especialista.

Neste ano, uma das passistas que escolheram essa técnica foi a influenciadora GKAY, musa da escola de samba carioca Salgueiro. Confira como estará o bumbum dela nesse carnaval:

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Criolipólise contra a gordura localizada

Gordura localizada é uma pedra no sapato de quase todas as mulheres.

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Mesmo comendo bem e fazendo exercícios, muita gente sente dificuldade de queimar algumas gordurinhas nos flancos, região interna da coxa ou no pé da barriga.

E, para resolver essa questão, várias musas apostam num procedimento chamado criolipólise, que literalmente congela essas gorduras para eliminá-las.

“A grande procura pelo procedimento antes do carnaval acontece porque além de não ser invasivo e a aplicação tranquila, a criolipólise não tem downtime e apresenta seus primeiros resultados já em 15 a 20 dias”, explica a médica Ligia Novais, dermatologista especialista pela Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) e fundadora da Sablier Clinique.

A musa carioca Luciana Faustini, que desfila pela Estação Primeira de Mangueira há mais de 20 anos, é uma das adeptas da técnica, já tendo feito em regiões como culote e cintura.

A criolipólise é muito realizada no abdômen inferior e superior, braços na região do tríceps, flancos, culotes, costas, interno de coxa e abaixo do bumbum. Pesquisas apontam uma redução média de 15 a 30% da gordura localizada em até quatro meses após a sessão.

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Ultrassom microfocado

A máquina queridinha para gerar efeito lifting e comprimir a gordura facial também está sendo usada no corpo.

“Ele permite atuar tanto na redução de gordura subcutânea localizada quanto na melhora da flacidez, dois pontos que costumam incomodar especialmente nessa época do ano”, explica o médico Ivo Guterman, também dermatologista pela SBD.

Ele, que costuma usar o aparelho coreano Linear Z, famoso por fazer lifting facilal em 7 minutos, explica que, por se tratar de um procedimento indolor, não invasivo, e sem tempo de recuperação, é uma opção para pessoas que querem melhorar o contorno corporal sem cirurgia, consumindo as células de gordura e estimulando a produção de colágeno, com um resultado de melhora na firmeza da pele.

“No consultório, as áreas mais tratadas são o abdome, os flancos, a região posterior dos braços (tríceps) e a face interna das coxas. Esses locais tendem a responder bem ao procedimento justamente por apresentarem a combinação de tecido adiposo subcutâneo localizado e perda de sustentação da pele”, completa.

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Os resultados mais expressivos do colágeno aparecem entre um e três meses após a sessão.

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Drenagem linfática

Artistas como a atriz Bruna Griphao, que desfila em 2026 pela Salgueiro, já usaram as redes sociais para exibir os resultados deste método, visando uma barriga “chapada”.

A drenagem é uma técnica que estimula o sistema linfático, uma rede de vasos, linfonodos e órgãos que fazem parte do sistema imunológico. Ele é responsável por proteger o corpo, drenar líquidos em excesso e filtrar toxinas e micro-organismos.

“A drenagem linfática pode ser definida como um método de massagem terapêutica, leve, suave e compassada, que estimula a rede linfática a funcionar de forma mais acelerada no nosso organismo”, explica a fisioterapeuta Themis Brochado, ex-presidente da Associação Brasileira de Fisioterapia Dermatofuncional.

Com isso, essas manobras, aplicadas sobre a pele, facilitam o fluxo da linfa — um fluido aquoso que transporta nutrientes, resíduos e células de defesa — pelos vasos linfáticos.

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Ao estimular essa circulação, a massagem ajuda a esvaziar o excesso de líquidos entre a pele e os órgãos, já que a linfa os ‘captura’ e devolve à corrente sanguínea.

Essa mobilização ajuda a evitar edemas (inchaços visíveis) e pode render uma diminuição temporária de medidas. Foi por isso que o procedimento caiu na boca do povo.

Mas, além da estética, em tese, a massagem também auxiliaria o corpo a eliminar toxinas. “Um dos papéis mais importantes da drenagem linfática é a desintoxicação de tecidos”, avalia Themis.

Vale esclarecer, porém, que quem realiza mesmo a desintoxicação do corpo de forma contínua são órgãos como fígado e rins. Porém, a massagem pode dar uma mão ao facilitar o escoamento de substâncias que seriam eliminadas.

Para a tristeza das musas, os resultados não são permanentes e o inchaço costuma retornar. “O ideal é que ela seja feita com frequência, de forma continuada”, orienta a fisioterapeuta.

Anabolizantes

Poucas pessoas admitem, mas algumas mudanças corporais das musas dificilmente são atribuíveis a um processo natural de musculação em um curto prazo de tempo. Por isso, fazer comparações pode ser injusto e perigoso.

Muitas vezes,  esteroides anabolizantes estão envolvido na preparação das sambistas para o carnaval — e é por isso que eles integram esta lista.

Essas substâncias, no entanto, estão associadas a um risco 8,9 vezes maior de insuficiência cardíaca, entre outras doenças. Nas mulheres, também não é raro relatos de aparecimento de características masculinas, como voz grossa, pelos no rosto e aumento definitivo do clitóris.

Nem sempre, porém, as substâncias aparecem claramente como tal. Nos últimos anos, influenciadoras como Juju Salimeni e Virgínia Fonseca comentaram em suas redes que fazem uso do chamado chip da beleza.

O nome é sedutor, mas impreciso. A verdade é que o dispositivo nada mais é do que um implante hormonal subcutâneo que libera substâncias hormonais como gestrinona (um derivado sintético da testosterona) ao longo de meses. Portanto, são anabolizantes. Ou, em linguagem popular, “bomba“.

Receitar o implante de gestrinona (o “chip da beleza”) para mulheres tem sido cada vez mais comum. Os supostos objetivos vão desde controlar a endometriose e sintomas de menopausa à melhora da libido, entre outras disfunções. No entanto, esse tipo de indicação é visto como um grande erro.

“Ela é uma das opções menos eficientes e com mais efeitos colaterais, fora que implantes manipulados não são uma via de administração estudada e segura, pois não se sabe como o hormônio vai ser liberado e absorvido”, alerta o ginecologista Lucas Resende, especialista pela Universidade de Uberaba (MG), em entrevista para VEJA SAÚDE.

Treino focado em glúteos

Para as musas que atravessam a avenida, o shape também é construído com planejamento (e muitos agachamentos). Com o objetivo de fazer bonito na pista, várias delas intensificam a musculação com foco nos glúteos e aumentam a frequência de treinos nas semanas que antecedem o desfile.

É o caso de Layza Rebeca, musa da Mangueira. Ela conta que mantém uma rotina de musculação seis vezes por semana, com foco em força e definição. Já Monique Rizzeto, da Unidos de Vila Isabel, já afirmou em entrevistas que aposta em treinos voltados para melhorar o condicionamento físico aliados ao fortalecimento da região glútea.

Este é um padrão comum para o Carnaval. O exercício focado em um grupo muscular — no caso, o bumbum — vira, portanto, estrela da casa na rotina das sambistas. Mas aqui vale um parêntese importante: embora o treino isolado tenha seu papel, não basta focar neles para uma melhor hipertrofia.

Segundo a educadora física Andressa Formalioni, pesquisadora pós-doutoranda da Escola de Educação Física e Esporte da Universidade de São Paulo (USP), fazer exercícios isolados vale a pena. Mas eles devem entrar como complemento aos movimentos multiarticulares, como agachamentos, elevação pélvica, stiff, levantamento terra, afundo, passada e búlgaro.

Entre opções de treinos isolados estão o coice na polia, abdução de quadril e elevação pélvica unilateral, ideais para corrigir assimetrias, por exemplo. “No entanto, realizar somente eles não vai trazer resultados tão significativos, pois, nos exercícios isolados, não é possível progredir tanto a carga quanto em outros exercícios, e isso pode ser um fator limitante para os resultados”, explica.

Outro erro pode ser apostar em treinar os mesmos músculos todos os dias. “Além de não acelerar a hipertrofia, é prejudicial”, diz Andressa. Isso porque o músculo cresce durante a recuperação. “Se você treina todos os dias o mesmo músculo, não dá tempo para ele descansar e você fica com fadiga acumulada”, destaca.

Portanto, um treino focado no bumbum exige equilíbrio, combinando estímulos variados e focados, respeitando o descanso e mantendo regularidade.

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Precauções

No campo da saúde, o Carnaval também funciona como um termômetro, tanto de tendências estéticas, quanto de pressões que recaem sobre o corpo feminino.

Diante disso, é importante lembrar que procedimentos estéticos e, até mesmo, treinos, têm indicações específicas. Quando bem conduzidos, eles podem ser aliados seguros. No entanto, todos possuem contraindicações que precisam ser avaliadas por um médico antes de sua realização. Afinal, nenhuma intervenção é isenta de efeitos adversos.

Portanto, antes de escolher alguma estratégia, devem entrar na conta histórico clínico, uso de medicamentos, doenças pré-existentes e expectativas realistas. Por fim, vale lembrar que intervenções bem indicadas complementam hábitos saudáveis, mas não substituem alimentação equilibrada, treino estruturado e descanso adequado.





Fonte.:Saúde Abril

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