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22 de maio de 2026

72% dos brasileiros apoiam restrição de redes para menores

72% dos brasileiros apoiam restrição de redes para menores

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Uma pesquisa inédita revela que 72% dos brasileiros apoiam a restrição de redes sociais para menores de 16 anos. O levantamento da ONG Family Talks surge em meio à aprovação do ECA Digital e destaca uma preocupação nacional com os danos psicológicos e o vício digital em crianças e adolescentes.

O que os brasileiros pensam sobre o impacto das redes sociais nos jovens?

A percepção é majoritariamente negativa. O estudo mostra que 58,8% dos entrevistados acreditam que as plataformas prejudicam mais do que beneficiam o desenvolvimento de crianças e adolescentes. Essa visão atravessa diferentes classes sociais e faixas etárias, refletindo uma preocupação generalizada com o bem-estar mental das novas gerações no ambiente virtual.

Como o ECA Digital pretende atuar nessa questão?

O ECA Digital é uma atualização do Estatuto da Criança e do Adolescente focada no mundo virtual. Ele prevê limites de acesso para menores, mas ainda gera debates sobre como as empresas vão conferir a idade dos usuários. O objetivo central é criar uma camada de proteção legal que ajude as famílias a lidar com um ambiente que muitas vezes foge do controle dos pais.

De quem é a responsabilidade por controlar o uso da internet segundo a pesquisa?

Para 61,2% da população, a responsabilidade principal de minimizar danos cabe aos pais. No entanto, especialistas alertam para uma ‘falha social’. Muitas famílias, especialmente as chefiadas por mulheres sozinhas ou em regiões periféricas, não possuem tempo ou conhecimento técnico, como instalar filtros de segurança, para exercer essa vigilância de forma eficaz.

Por que o design das redes sociais é considerado um problema?

A população reconhece que as plataformas não são neutras. Elas possuem elementos de design criados especificamente para prender a atenção e gerar dependência. Como crianças e adolescentes ainda não têm o psicológico plenamente desenvolvido, eles se tornam alvos mais fáceis para esses mecanismos aditivos, o que torna a mediação familiar ainda mais difícil sem apoio externo.

O que especialistas sugerem para melhorar a segurança digital nas famílias?

Além de leis como o ECA Digital, defende-se a criação de políticas públicas de ‘parentalidade digital’. Isso significa que o Estado e as empresas devem investir na capacitação dos pais. Em um país com altos índices de analfabetismo funcional, é fundamental ensinar as famílias a usarem ferramentas de controle para que possam mediar a vida digital dos filhos com segurança.

Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema leia a reportagem abaixo.

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Fonte. Gazeta do Povo

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