
A Polícia Civil de Mato Grosso inidicou o casal de empresários Julinere Goulart Basto e César Sechi como mandantes do assassinato do ex-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional de Mato Grosso (OAB-MT). A dupla foi indiciada por homicídio qualificado por motivo torpe, promessa de recompensa, emprego de meio que possa resultar em perigo comum e recurso que impossibilitou a defesa da vítima.
A parte das investigações sobre o mando do crime foi concluída na última sexta-feira (11).
Segundo a investigação da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Cuiabá, o advogado foi assassinado por conta de uma discussão judicial envolvendo uma propriedade rural de mais de 12 mil hectares em Novo São Joaquim (447 km de Cuiabá), região leste de Mato Grosso.
A DHPP apurou que o casal articulou, por meio de intermediários, o policial militar Heron Teixeira Pena Vieira e o caseiro Alex Roberto de Queiroz Silva, a contratação dos executores do homicídio de Renato. Ambos estão presos e já foram denunciados em razão do crime.
O casal, morador de um condomínio em Primavera do Leste (243 km de Cuiabá), já se encontra preso temporariamente.
Crime arquitetado
Durante as investigações, foi constatado que o policial militar e o caseiro vinham monitorando a vítima por vários dias. Nery foi atingido por um disparo de arma de fogo na calçada de seu escritório, em Cuiabá, no dia 5 de julho de 2024.
Também foi comprovado que, no dia anterior ao homicídio, o caseiro, que é suspeito de fazer o disparo com a pistola Glok, parou com a moto próximo ao escritório do advogado, em horário idêntico e no exato local de onde atirou na vítima no dia seguinte.
As provas demonstraram que o crime foi premeditado e a intenção era assassinar o advogado no dia 4. Mas, por algum motivo alheio, o crime não se consumou no dia planejado, provavelmente devido a alguma circunstância inesperada.
Homicídio
Renato Gomes Nery morreu aos 72 anos, atingido por disparo de pistola na cabeça. A vítima foi socorrida e submetida a uma cirurgia em um hospital privado de Cuiabá, mas morreu horas depois do procedimento médico.
Desde a ocorrência, a DHPP realizou inúmeras diligências investigativas, com levantamentos técnicos e periciais, a fim de esclarecer a execução do advogado.
As investigações ainda seguem para apurar outros possíveis envolvidos.
Fonte.: MT MAIS