A Coca-Cola confirmou na terça-feira (22), ao anunciar seus resultados do segundo trimestre, que entre setembro e dezembro comercializará nos Estados Unidos uma versão do famoso refrigerante com açúcar de cana.
“Como parte do nosso programa de inovação constante, no outono, nos Estados Unidos, o grupo pretende lançar um produto que contenha açúcar de cana americana para ampliar sua linha de produtos sob a marca registrada Coca-Cola”, afirmou a empresa sediada em Atlanta (Geórgia) em um comunicado.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, publicou em 16 de julho em sua plataforma Truth Social uma mensagem afirmando que a Coca-Cola havia aceitado, a seu pedido, modificar a composição do refrigerante nos Estados Unidos.
“Conversei com a Coca-Cola sobre o uso de açúcar de cana real na Coca-Cola nos Estados Unidos, e eles concordaram”, escreveu Trump na plataforma Truth Social.
“Quero agradecer a todas as autoridades da Coca-Cola. Será uma decisão muito boa da parte deles. Vocês vão ver. É simplesmente melhor!”, afirmou sobre sua bebida favorita.
O grupo então agradeceu o entusiasmo de Trump pela “icônica marca Coca-Cola” e prometeu anunciar “em breve” novas e inovadoras opções.
A multinacional atualmente adoça suas bebidas nos Estados Unidos com xarope de milho de alta frutose, em vez da sacarose extraída da cana-de-açúcar usada em outros países.
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O xarope se popularizou nos Estados Unidos nos anos 1970 graças aos subsídios federais concedidos aos produtores de milho e às altas tarifas sobre o açúcar de cana.
Consumidores americanos às vezes recorrem à Coca-Cola mexicana, produzida com açúcar de cana, vendida por um preço mais alto em alguns estabelecimentos por ser considerada de sabor superior.
O presidente americano é um consumidor assíduo de Coca-Cola Light, adoçada com aspartame, um composto considerado “possivelmente cancerígeno” pela Organização Mundial da Saúde (OMS)
Fonte.:Folha de São Paulo