Se quiser conhecer a pizza do Varanda 228, faça reserva. Desde que foi eleita como a melhor pizzaria da cidade por votação popular no concurso SP8 Pizzas no começo do mês, a disputa por lugar é grande.
Em uma quarta, às 19h, a espera da casa que fica na Vila Romana era de 40 minutos. No sábado, antes de abrir, já tinha fila na porta e o dono acalmava os ânimos, dizendo que todos seriam atendidos o quanto antes. Animado, ele conseguia dar ao caos um ar de encontro de família italiana.
Com tantos endereços ótimos e mais conhecidos na cidade, vale uma pergunta inicial: por que aquela pizzaria que até pouco tempo recebia sobretudo clientes do bairro foi eleita a queridinha da vez? Inclusive passando por cima do preconceito que muita gente ainda tem com o forno elétrico, e não a lenha, usado ali. A resposta, claro, está no que a casa oferece.
A cobertura das pizzas é farta, como de uma autêntica redonda paulistana. Feita com fermentação lenta (48 horas), a massa é fina no centro e grossa nas bordas.
Elástica e crocante, remete às pizzas napolitanas. Os ingredientes são bons. Os sabores costumam agregar queijos cremosos para dar um golpe de conforto em cada mordida.
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A cobertura escolhida para começar o jantar foi o zucchini (R$ 110 a pizza grande, que vem com oito pedaços). Ao sabor já clássico que une abobrinha, muçarela e molho de tomate, adicionaram uma generosa camada de Catupiry. O resultado é saboroso, mas a cobertura pesa a ponto de deixar a base úmida.
Já a Castelões (R$ 130), que leva molho de tomate e calabresa artesanal, vem com fartura de muçarela. A dica é comer assim que ela é servida à mesa, ainda quente. Depois de alguns minutos, mesmo com a tampa que a atendente havia colocado, a abundância se tornou um pouco menos apetitosa.
Para quem gosta de queijo, mas nem tanto, a dica é pedir a marguerita (R$ 120). Vem com bastante molho de tomate e pedaços de muçarela de búfala em quantidade mais moderada.
Também fazem sucesso os sanduíches feitos com massa de pizza e assados mais lentamente. Quem vai em grupo pede como entrada, para dividir. Na mesma linha comfort food das pizzas, todos os sabores levam dois tipos de queijo cremoso e muçarela de búfala. Entre as opções há as versões pastrami (R$ 120) e caprese (R$ 99).
Na noite da visita, café, capuccino e chocolate quente estavam sendo servidos como cortesia aos clientes. De sobremesa, foi escolhido o tiramissu (R$ 45), que serve bem duas pessoas. A receita mais difundida prevê camadas alternadas de biscoito tipo champanhe e creme de ovos com queijo mascarpone.
Na versão da casa, esse doce vem com pouco biscoito e muito, muito creme. É gostoso, claramente feito com ingredientes de qualidade e desmancha prazerosamente na boca. Mas, no final, deixou a sensação de que o jantar poderia ter sido um pouco menos… cremoso.
Vale avisar que quem faz reserva precisa chegar até as 19h15. Após este horário, a mesa é liberada para quem aguarda na espera. Como a pizzaria fica em uma rua com muitas entradas de garagem, se for de carro chegue o mais cedo possível para encontrar vaga nos arredores.
Fonte.:Folha de São Paulo