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29 de agosto de 2025

Chefe do crime organizado ganha prisão domiciliar para comparecer em velório e sepultamento de irmão

Chefe do crime organizado ganha prisão domiciliar para comparecer em velório e sepultamento de irmão

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Em decisão proferida no dia 22 de agosto de 2025, o juiz Moacir Rogério Tortato, do Núcleo de Justiça 4.0, autorizou a conversão da prisão preventiva em prisão domiciliar com monitoramento eletrônico para o investigado Sebastião Lauze Queiroz de Amorim, conhecido como “Vovô da Quebrada”. A medida permite ainda que ele compareça ao velório e sepultamento do irmão, João Bosco Queiroz de Amorim, morto em confronto com a Polícia Civil durante a deflagração da Operação Ludus Sordidus.

A decisão judicial se baseou em laudos médicos que comprovam a cardiopatia grave de Sebastião, que apresenta entupimento arterial e elevado risco de infarto, fatores que tornariam o ambiente prisional inadequado para seu tratamento.  O juiz considerou que o artigo 318, inciso II do Código de Processo Penal, que prevê a substituição da prisão preventiva por domiciliar em casos de doenças graves, se aplicava ao caso.

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O juiz determinou que a medida seja acompanhada de monitoramento eletrônico, cuja tornozeleira deve ser implantada na próxima segunda-feira (25). Até lá, o acusado poderá permanecer em casa e, de forma excepcional, foi autorizado a participar do velório e do enterro do irmão.

 O investigado está autorizado a comparecer à cerimônia velório e sepultamento, mas deverá retornar imediatamente ao regime domiciliar após o evento. Visitas e saídas deverão ser previamente autorizadas, sob pena de revogação da medida.

Operação Ludus Sordidus

Sebastião Lauze é apontado pela Polícia Civil como líder de uma organização criminosa ligada ao Comando Vermelho (CV). Segundo as investigações, ele utilizava ações sociais e a fachada de um time de futebol amador, o Sn Tradição, para ocultar e financiar atividades ilícitas, entre elas tráfico de drogas, estelionatos e jogos ilegais.

De acordo com os delegados responsáveis, o grupo controlava regiões específicas da capital e do interior, conhecidas como “quebradas”, de onde extraía lucro e poder, impondo um domínio paralelo.

Além de Sebastião, outros investigados foram presos durante a operação. Já o irmão, João Bosco, também considerado figura importante na estrutura criminosa, foi morto em troca de tiros ao resistir à prisão.





Fonte.: MT MAIS

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