A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) revelou na quarta-feira (27) que foi diagnosticada com um câncer de mama. A confirmação ocorreu durante a instalação de uma submissão dedicada ao assunto na Comissão de Saúde do Senado.
Segundo a ex-ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos do governo de Jair Bolsonaro, a doença foi identificada há cerca de um mês. “Em 18 dias eu consegui fazer a cirurgia e com cinco dias eu estava trabalhando”, relatou Damares, hoje com 61 anos, que disse ainda enfrentar dores em meio ao processo de recuperação.
Diagnóstico precoce é chave
O episódio envolvendo a senadora reforçou a importância do diagnóstico precoce para aumentar as chances de sobrevida diante da doença, que é o tipo de câncer que mais mata mulheres no Brasil. Mais cedo nesta semana, a empresária Val Marchiori também revelou a descoberta de tumor na mama, e lamentou não ter feito exames preventivos mais cedo.
Um bom acompanhamento de rotina, pelo menos a partir dos 40 anos, é essencial para observar alterações e identificar um câncer de mama cedo. O exame físico, que inclui a apalpação dos seios em busca de nódulos suspeitos, e a mamografia, que produz uma imagem de raio-X das mamas para localizar massas potencialmente cancerígenas, são parte dos testes básicos que ajudam nesse processo.
Mulheres também são encorajadas a fazer o autoexame das mamas, identificando o surgimento de qualquer nódulo que não estava lá antes e buscando ajuda médica sempre que notarem algo fora do habitual. Quando os testes preliminares indicarem um caso suspeito, uma biópsia (remoção de uma amostra da massa que causou alerta para análise em laboratório) pode confirmar ou descartar a existência de câncer.
Como é o tratamento
O tratamento do câncer de mama busca remover cirurgicamente a massa tumoral, como ocorreu com Damares. A extensão da cirurgia, porém, depende da localização, tamanho e estágio do tumor. Casos avançados podem exigir mastectomia, que remove a mama afetada e pode inclusive ser bilateral, atingindo os dois seios.
Outros métodos complementares também podem ser indicados conforme avaliação médica. Técnicas como quimioterapia, radioterapia e imunoterapia, entre outras, podem ser empregadas de forma adjuvante (após a cirurgia, para minimizar as chances de retorno do câncer) ou neoadjuvante (antes da cirurgia, para reduzir o tamanho do tumor e tornar a operação menos drástica).
Quando entram em remissão, pacientes com câncer de mama ainda precisam fazer acompanhamento de rotina pelos anos seguintes para se certificar de que o tumor não retornou nem ocorreu uma metástase.
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Fonte.:Saúde Abril