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29 de agosto de 2025

Raio que o Parta | VEJA SÃO PAULO

Raio que o Parta | VEJA SÃO PAULO

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Resenha por Saulo Yassuda

Uma insuspeita floricultura pertinho do Minhocão, a Fialka, vira bar ao cair da noite. Ou, melhor, parte de um bar, já que o ambiente principal do Raio que o Parta, inaugurado em maio, é um salão anexo à loja de flores, escondido do mundo, que opera até as 2h. Um jogo de espelhos dá impacto visual, assim como os caquinhos azuis do balcão — referência ao movimento arquitetônico popular no Pará que nomeia o lugar. O endereço foi aberto pela dona da floricultura, a paraense Marilia Fialka, em parceria com o irmão Luiz e o marido dela, o bartender paulistano David Barreiro. Nesse universo de conexões íntimas, Well de Souza, irmão de David, comanda a execução de coquetéis. Há uma ótima seção botequeira, com versões de bombeirinho (cachaça, xarope de frutas vermelhas da casa e limão-taiti; R$ 22,00) e do rabo de galo (cachaça Weber Haus 7 Madeiras, vermute tinto, Cynar e Angostura; R$ 29,00), este, aliás, entre os melhores da cidade. Para o toque amazônico, o cocais leva vodca com bacuri, cordial de cupuaçu, ácido cítrico, limão-taiti e açúcar (R$ 45,00). Como os coquetéis já são pré-feitos, em lotes, chegam rápido, e não é possível realizar alterações. O bom bobby burns, originalmente de scotch, Bénédictine e vermute tinto, leva obrigatoriamente ali uísque japonês The Chita, por R$ 89,00. Para mastigar, o menu curto prioriza vegetais ou frutos do mar. O peixe do dia na manteiga, às vezes trilha, às vezes sardinha, ganha um refresco com o acréscimo de coalhada e salada de ervas e maçã verde com vinagre (R$ 42,00). A cozinha, vale citar, está nas mãos da chef Natalia Fialka, irmã da dupla de sócios de mesmo sobrenome. Sim, este é um bar de família.

Informações checadas em agosto de 2025.



Fonte.: Veja SP Abril

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