A Polícia Federal deflagrou nesta sexta-feira (29), em Poconé, a Operação Diobélia, com o objetivo de combater crimes praticados durante o pleito eleitoral de 2024. O atual prefeito da cidade, Dr Jonas (PODE) é investigado por supostamente receber apoio financeiro de uma organização criminosa para comprar votos durante as eleições de 2024. Conforme apurado, o Dr Jonas ganhou a eleição no primeiro turno com 9.507 votos, ou seja 50,81% dos votos válidos.
De acordo com a PF, foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão autorizados pela 4ª Zona Eleitoral de Poconé, com o objetivo de colher provas que reforcem as suspeitas de crimes eleitorais.
A investigação teve início após denúncias de que a campanha de Dr. Jonas estaria sendo “bancada” com dinheiro sujo. As diligências apontam que o chefe de uma facção criminosa teria desembolsado quantias vultosas para patrocinar eventos políticos em favor do prefeito, numa clara tentativa de manipular a vontade popular.
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Os investigadores rastrearam depósitos e movimentações suspeitas, ligando os repasses diretamente a festas e reuniões políticas bancadas com dinheiro ilícito. Testemunhas ouvidas sob sigilo afirmaram que votos estavam sendo “comprados” a preço fechado, com distribuição de vantagens em bairros estratégicos da cidade.
O ponto de virada veio quando a PF descobriu indícios de que um chefe de facção criminosa estaria por trás do financiamento de eventos eleitorais da campanha de Dr. Jonas.
Após realização de dolências, foi possível constatar que o chefe da organização efetuou pagamentos em prol de um evento realizado em favor do candidato.Caso se confirmem, o futuro político do prefeito pode estar ameaçado, abrindo espaço para cassação de mandato, inelegibilidade e até processos criminais.
O nome da operação, “Diobélia”, remete a uma planta típica do Pantanal, numa alusão direta à cidade de Poconé, agora no foco de um dos maiores escândalos eleitorais do estado.
As medidas cautelares da operação de hoje objetivam angariar elementos que contribuam para a instrução da investigação em curso.
Até o momento, a Polícia Federal não informou se houve apreensão de documentos comprometedores ou se novas fases da operação estão previstas. O prefeito Dr. Jonas ainda não se manifestou publicamente sobre o caso.
Fonte.: MT MAIS