A Delegacia Especializada de Defesa da Mulher (DEDM) de Cuiabá investiga o maestro e professor doutor Oliver Yoshio Umeda Yatsugafu, da Faculdade de Comunicação e Artes da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), suspeito de assédio sexual, assédio moral, difamação, calúnia e perseguição contra três estudantes. Dois boletins de ocorrência foram registrados nesta semana.
O primeiro caso foi relatado na segunda-feira (24), quando uma aluna de 21 anos procurou a polícia afirmando que o docente, de 35 anos, teria adotado um “comportamento possessivo” e buscado contato de cunho sexual em diferentes ocasiões, mesmo sem manter qualquer vínculo com ela além do ambiente acadêmico. A ocorrência foi registrada como assédio sexual.
No dia seguinte, terça-feira (25), outras duas estudantes, de 23 e 39 anos, também registraram denúncia. Elas afirmaram ter sido assediadas durante uma conversa antes de um ensaio da orquestra universitária, da qual o professor é regente. As vítimas relataram episódios de assédio moral, tentativa de contato físico e ameaças. Segundo o boletim, ambas conseguiram se afastar do professor e se esconder. O caso foi registrado como difamação, calúnia e perseguição.
A UFMT divulgou nota à imprensa em que reafirma compromisso com um ambiente acadêmico seguro e com a defesa das mulheres. A instituição informou que, ao tomar conhecimento das denúncias, adota imediatamente medidas de proteção, incluindo afastamentos, acompanhamento psicossocial às vítimas e reorganização das atividades acadêmicas para impedir contato entre as partes. A universidade acrescentou que, caso as acusações sejam comprovadas, aplicará as sanções administrativas cabíveis e seguirá colaborando com as autoridades.
A Polícia Civil confirmou os registros, mas não detalhou o andamento da investigação.
Confira a íntegra da nota da UFMT:
A Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) reafirma seu compromisso com um ambiente acadêmico, artístico e profissional pautado pelo respeito, pela ética e pela dignidade de todas as pessoas, bem como seu compromisso institucional com a defesa das mulheres, a promoção da igualdade de gênero e o combate a todas as formas de assédio.
Diante de denúncias, a Instituição informa que repudia qualquer ato de assédio e que, ao tomar conhecimento dos fatos, adota imediatamente as providências cabíveis, incluindo afastamentos, na condução de procedimentos internos de apuração, em conformidade com a legislação vigente.
Com o registro de denúncias, a Reitoria determina a adoção de medidas de proteção e acompanhamento das pessoas envolvidas. Entre essas ações, estão o suporte psicossocial institucional e a reorganização das atividades acadêmicas, de forma a garantir que não haja contato durante a apuração dos fatos.
A UFMT pauta suas ações pela defesa das mulheres e pela construção de políticas institucionais de prevenção e enfrentamento ao assédio. Nesse sentido, fortalece mecanismos de acolhimento, ampliando a articulação com órgãos de proteção e reforçando diretrizes que asseguram que denúncias sejam tratadas com seriedade, agilidade e absoluto respeito às vítimas.
Comprovadas as denúncias, seja por meio dos processos administrativos internos ou por decisões judiciais, a UFMT adotará todas as medidas necessárias, em conformidade com a legislação vigente e com as normas institucionais, incluindo a aplicação das sanções administrativas cabíveis. A UFMT reforça que não compactua com qualquer forma de assédio e assegura que todos os procedimentos seguirão os princípios da legalidade, da responsabilidade e da proteção às vítimas.
A UFMT permanece à disposição das autoridades competentes, colabora com as investigações e reforça seu compromisso com a proteção das vítimas, com a promoção de um ambiente seguro e com a responsabilização, sempre que comprovadas irregularidades.
Fonte.: MT MAIS


