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10 de janeiro de 2026

Saúde mental: 3 motivos pra ver a exposição sobre Jung nas férias

Saúde mental: 3 motivos pra ver a exposição sobre Jung nas férias

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Em comemoração aos 150 anos do nascimento de Carl Gustav Jung, o Museu da Imagem e do Som de São Paulo (MIS-SP) homenageia o psiquiatra suíço na exposição A Alma Humana, Você e o Universo de Jung, uma experiência sensorial, pedagógica e provocativa que visa despertar a atenção dos visitantes para a riqueza do nosso imaginário e dos nossos sonhos.

Nos 550 metros quadrados da mostra, o público mergulha e interage com mais de uma dezena de ideias que marcaram o pensamento junguiano, se diferenciaram da visão de Freud e deram origem, no início do século 20, à psicologia analítica.

“É uma imersão nos estágios do autoconhecimento através do contato com conceitos como o inconsciente coletivo, os arquétipos, os mitos, as expressões simbólicas e as associações de palavras, que usamos para nos conectarmos com o nosso mundo interno, onírico”, elucida Waldemar Magaldi, psicólogo, professor do Instituto Junguiano de Ensino e Pesquisa (IJEP) e curador da exposição.

Para a idealizadora do projeto, a diretora criativa Luciana Branco, o importante para o público é estar aberto às sensações e reflexões que a mostra pode provocar. “A perspectiva junguiana é uma perspectiva de generosidade com o ser humano, e nos ajuda a entender que o ser humano é múltiplo, que não existe um jeito certo de existir”, reflete.

Em cartaz até o dia 1º de março, a mostra tem curadoria do IJEP e foi criada por Luciana, junto com o roteirista Flavio Vieira e a cenógrafa Camila Whitaker. A produção executiva é de Naiclê Leônidas.

A seguir, confira quatro motivos para visitar a A Alma Humana, Você e o Universo de Jung nas férias.

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1. Trilhas provocativas

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Exposição sobre Jung traz trilha provocativa e sensorial (alma-humana-jung/Divulgação)

Logo no início da exposição, o público é provocado com uma questão gravada nos degraus do MIS: “do que você tanto tenta fugir quando se distrai?”

Vivendo em uma sociedade que busca estar sempre anestesiada — seja pela busca de aprovação e likes nas redes sociais, seja pelo uso indiscriminado de medicamentos para aplacar todo tipo de dor que faça parte da existência humana —, não damos a devida atenção aos sinais, sintomas e até mesmo soluções que o corpo e a mente nos dão.

Diante desse desafio moderno, você é daqueles que tentam se livrar dos incômodos rapidamente ou dos que buscam entender o que, de fato, está acontecendo? Essas são duas trilhas que o visitante pode escolher cursar — e que, de um jeito ou de outro, vão levá-lo ao caminho do autoconhecimento.

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2. Ouça seu inconsciente

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Conceitos da psicologia analítica são apresentados de forma interativa e didática (Cinthia Bueno/MIS/Divulgação)

A exposição segue apresentando conceitos junguianos por meio de áudios, vídeos, fotos, tecidos, textos e vários recursos interativos que permitem que o público reflita sobre o inconsciente, as sombras, o ego, os mitos e tantos outros temas que circundam nosso imaginário.

Ao todo, são 15 ambientes que contam com obras de artistas brasileiros — como Renan Vieira, Tania Sassioto, Moara Tupinambá e Vanessa Hassegawa — objetos históricos e espaços de troca, com vídeos de relatos de grandes pensadores como Sueli Carneiro e Ailton Krenak.

Com a ajuda da tecnologia, os organizadores também trouxeram trechos da Obra Completa de Jung lidos, em português, pela voz do psiquiatra recriada por uma inteligência artificial.

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3. Conexão com o Brasil

Nise da Silveira lutou durante toda a sua vida contra os manicômios
Nise da Silveira lutou durante toda a sua vida contra as barbaridades que aconteciam nos antigos manicômios (Foto: Alexandre Sant’Anna/SAÚDE é Vital)

Jung nunca veio ao Brasil, mas influenciou imensamente nomes ilustres da psicologia e na psiquiatria nacional. E esse laço não passou despercebido.

A médica alagoana Nise da Silveira, que revolucionou e humanizou o tratamento psiquiátrico no Brasil, foi uma grande admiradora da obra de Jung. Os conceitos do suíço a inspiraram a levar arte e afeto às terapias para pessoas com esquizofrenia e outros transtornos.

Na década de 1950, Silveira começou a trocar cartas com Jung, mostrando a ele como obras feitas por seus pacientes refletiam arquétipos e complexos do inconsciente coletivo descritos em seus livros. Em 1957, ele a convidou para expor esses trabalhos em Zurique. Fotos da ocasião e do encontro entre os dois gênios estão presentes na mostra do MIS.

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Serviço

A Alma Humana, Você e o Universo de Jung

Data: até 1º de março

Local: Museu da Imagem e do Som (MIS) Avenida Europa, 158, Jardim Europa, São Paulo

Horário: de terça a sextas, das 10h às 19h; aos sábados, das 10h às 20h; e aos domingos e feriados, das 10h às 18h.

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Ingresso: podem ser adquiridos no site Megapass ou na bilheteria do local. Custam de R$ 15 (meia-entrada) a R$ 30 (inteira). É gratuito de terça-feira (retirada apenas na bilheteria).

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Fonte.:Saúde Abril

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