‘Não sabia quem era Wagner Moura’, diz atriz Tânia Maria
“Nunca tinha ouvido nem falar, porque eu não assistia filme. Aí as pessoas falavam: Wagner Moura é muito famoso. Eu não sabia quem era”, afirmou em entrevista à BBC News Brasil.
A entrada de Tânia Maria no cinema aconteceu por acaso. Em 2018, a equipe de Bacurau, filme de Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles que estrearia no ano seguinte, estava na região do Seridó em busca de figurantes locais. A produtora de elenco Renata Roberta entrou na casa de Tânia.
“Eu estava costurando e escutei umas conversas na sala de jantar. Quando chego e digo ‘boa noite’, ela ‘é dela que estou precisando’ e me perguntou se eu toparia ser figurante. Ganhando R$ 50 todo dia, eu achei bom demais”, lembra.
Tânia Maria conta que foi ao cinema pela primeira vez os 72 anos. Antes disso, seu contato com a televisão e filmes era mínimo. A única novela que lembra de ter acompanhado foi Pai Herói, exibida em 1979, mais de quatro décadas antes.
Por isso, quando foi avisada de que contracenaria com Wagner Moura em O Agente Secreto, sua reação espontânea foi soltar a pergunta: “Quem é esse?”
Informações sobre a ditadura militar, período em que se passa o filme, também eram restritas para ela, que morou boa parte da vida em Santo Antônio da Cobra, um povoado com menos de 1 mil habitantes no Rio Grande do Norte.
“Não tinha energia, nem televisão tinha, eu não sabia nem o que era ditadura”, afirmou.
“Entre 2018 e 2022, tivemos um presidente de extrema direita, barra fascista, que é uma manifestação física dos ecos da ditadura”, disse, em referência ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
“A ditadura ainda está muito presente na vida diária do Brasil, então precisamos fazer filmes sobre ela.”
Fonte.:BBC NEWS BRASIL


