
Ler Resumo
Introdução
O Brasil alcançou a meta de vacinação em 2025 apenas para BCG e Hepatite B (recém-nascidos). Um sinal de recuperação após anos de queda, mas desafios persistem para as demais imunizações, que dependem do esforço dos pais e enfrentam a crescente desinformação.
- Apenas as vacinas contra BCG (tuberculose) e Hepatite B (para recém-nascidos) superaram a meta de cobertura em 2025.
- O sucesso dessas duas vacinas deve-se à sua aplicação imediata após o nascimento, ainda no hospital.
- Os dados preliminares do Ministério da Saúde indicam uma recuperação após uma década de declínio na cobertura vacinal.
- O restante do calendário de vacinação infantil, que exige múltiplas doses e acompanhamento ativo dos pais, ainda luta para atingir as metas.
- Desafios incluem o aumento de fake news, hesitação vacinal e a necessidade de maior conscientização sobre a importância de completar todos os esquemas de imunização.
Este resumo foi útil?
Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação da Editora Abril.
O Brasil só conseguiu bater a meta de vacinação para dois imunizantes em 2025: segundo o painel da Rede Nacional de Dados em Saúde, do Ministério da Saúde, apenas as vacinas contra a tuberculose (BCG) e hepatite B para recém-nascidos superaram a cobertura da população-alvo estabelecida como objetivo no Programa Nacional de Imunizações (PNI).
Os dados são referentes às doses aplicadas até 1º de dezembro e, segundo a pasta, ainda são considerados preliminares e sujeitos a alteração até o fechamento da competência do respectivo ano.
Apesar de indicar um longo caminho a trilhar para voltar a superar a meta na defesa contra outras doenças, a notícia também representa uma recuperação: após um sustentado declínio na cobertura na última década, em anos recentes o Brasil chegou a ficar abaixo da meta em todas as vacinas previstas no PNI, inclusive as duas que voltaram a atingir índices adequados em 2025.
Por que essas duas?
Há um aspecto em comum entre as duas vacinas que conseguiram superar a meta no ano passado: elas são as primeiras que bebês recebem na vida, logo após o nascimento, ainda no hospital.
Enquanto a vacina contra a hepatite B para recém-nascidos e a BCG são aplicadas ao nascer, o restante do calendário de vacinação infantil só entra em cena a partir dos dois meses de idade.
É quando começam a ser aplicadas as vacinas pentavalente (contra difteria, tétano, coqueluche, Haemophilus influenzae B e, novamente, hepatite B), a VIP (contra poliomielite), a pneumocócica 10-valente (contra doenças pneumocócicas pelos sorogrupos contidos na vacina) e a do rotavírus humano (contra a gastrenterite viral).
Depois, aos três meses, começa a imunização contra o meningococo tipo C. Até os 15 meses após o nascimento, crianças ainda devem receber vacinas contra gripe, covid, febre amarela, hepatite A, varicela, além da vacina meningocócica ACWY e da tríplice viral (contra sarampo, caxumba e rubéola).
É importante lembrar que o PNI não se restringe à infância: ao todo, o programa contempla 30 vacinas diferentes, com públicos-alvo variados de acordo com o tipo de imunizante. Há ainda vacinas específicas voltadas a idosos, gestantes, imunocomprometidos e populações indígenas, entre outros casos.
Desafios para a retomada
Quase todas as vacinas aplicadas no começo da vida exigem mais de uma dose para que a imunização seja considerada completa. As metas de cobertura também levam isso em conta: o índice considera a porcentagem de quem efetivamente recebeu todo o esquema previsto.
Mas, dos dois meses em diante, é exigido um esforço ativo de pais e cuidadores para buscar os postos de vacinação ao redor do país – e para lembrar do momento certo para aplicar as doses subsequentes e eventuais reforços.
Desde 2020, cresceu ainda a circulação de fake news em torno de imunizantes. Especialistas entendem que o fenômeno da hesitação vacinal permanece menor no Brasil do que em outros países, mas vem crescendo.
Hoje, o calendário básico de imunizantes disponíveis protege contra muito mais doenças do que no passado, mas o número de “picadas” também aumentou significativamente, e falta conscientização sobre como funcionam os esquemas vacinais atuais. Desafios como a falta de campanhas sobre a importância de tomar todas as doses e a capacitação profissional de quem aplica também são apontados como passos necessários para voltar a bater as metas.
Compartilhe essa matéria via:
Fonte.:Saúde Abril


