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15 de janeiro de 2026

Dados preliminares indicam que só duas vacinas bateram a meta de cobertura em 2025 no Brasil

Dados preliminares indicam que só duas vacinas bateram a meta de cobertura em 2025 no Brasil

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O Brasil só conseguiu bater a meta de vacinação para dois imunizantes em 2025: segundo o painel da Rede Nacional de Dados em Saúde, do Ministério da Saúde, apenas as vacinas contra a tuberculose (BCG) e hepatite B para recém-nascidos superaram a cobertura da população-alvo estabelecida como objetivo no Programa Nacional de Imunizações (PNI).

Os dados são referentes às doses aplicadas até 1º de dezembro e, segundo a pasta, ainda são considerados preliminares e sujeitos a alteração até o fechamento da competência do respectivo ano.

Apesar de indicar um longo caminho a trilhar para voltar a superar a meta na defesa contra outras doenças, a notícia também representa uma recuperação: após um sustentado declínio na cobertura na última década, em anos recentes o Brasil chegou a ficar abaixo da meta em todas as vacinas previstas no PNI, inclusive as duas que voltaram a atingir índices adequados em 2025.

Por que essas duas?

Há um aspecto em comum entre as duas vacinas que conseguiram superar a meta no ano passado: elas são as primeiras que bebês recebem na vida, logo após o nascimento, ainda no hospital.

Enquanto a vacina contra a hepatite B para recém-nascidos e a BCG são aplicadas ao nascer, o restante do calendário de vacinação infantil só entra em cena a partir dos dois meses de idade.

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É quando começam a ser aplicadas as vacinas pentavalente (contra difteria, tétano, coqueluche, Haemophilus influenzae B e, novamente, hepatite B), a VIP (contra poliomielite), a pneumocócica 10-valente (contra doenças pneumocócicas pelos sorogrupos contidos na vacina) e a do rotavírus humano (contra a gastrenterite viral).

Depois, aos três meses, começa a imunização contra o meningococo tipo C. Até os 15 meses após o nascimento, crianças ainda devem receber vacinas contra gripe, covid, febre amarela, hepatite A, varicela, além da vacina meningocócica ACWY e da tríplice viral (contra sarampo, caxumba e rubéola).

É importante lembrar que o PNI não se restringe à infância: ao todo, o programa contempla 30 vacinas diferentes, com públicos-alvo variados de acordo com o tipo de imunizante. Há ainda vacinas específicas voltadas a idosos, gestantes, imunocomprometidos e populações indígenas, entre outros casos.

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Desafios para a retomada

Quase todas as vacinas aplicadas no começo da vida exigem mais de uma dose para que a imunização seja considerada completa. As metas de cobertura também levam isso em conta: o índice considera a porcentagem de quem efetivamente recebeu todo o esquema previsto.

Mas, dos dois meses em diante, é exigido um esforço ativo de pais e cuidadores para buscar os postos de vacinação ao redor do país – e para lembrar do momento certo para aplicar as doses subsequentes e eventuais reforços.

Desde 2020, cresceu ainda a circulação de fake news em torno de imunizantes. Especialistas entendem que o fenômeno da hesitação vacinal permanece menor no Brasil do que em outros países, mas vem crescendo.

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Hoje, o calendário básico de imunizantes disponíveis protege contra muito mais doenças do que no passado, mas o número de “picadas” também aumentou significativamente, e falta conscientização sobre como funcionam os esquemas vacinais atuais. Desafios como a falta de campanhas sobre a importância de tomar todas as doses e a capacitação profissional de quem aplica também são apontados como passos necessários para voltar a bater as metas.

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Fonte.:Saúde Abril

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