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16 de janeiro de 2026

Veja roteiro de restaurantes em Santiago, no Chile – 15/01/2026 – Comida

Veja roteiro de restaurantes em Santiago, no Chile – 15/01/2026 – Comida

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A gastronomia chilena vive bom momento no cenário regional. O número de restaurantes que representam o país no topo da lista do 50 Best América Latina de 2025, uma das mais importantes do setor, subiu de 1 para 5 em relação a 2024.

Com outros quatro restaurantes na versão estendida do ranking, que engloba os cem melhores da região, o Chile teve nove endereços no prêmio no total. Todos na capital, Santiago.

Cada local expressa do seu jeito a cozinha chilena, que se desenvolveu com influências do povo indígena mapuche, dos colonizadores espanhóis e de outros europeus que emigraram para o país. Além disso, os chefs da cidade têm em comum o apreço por produtos frescos vindos do mar.

“O Chile tem litoral imenso e tradição de portos pesqueiros trazendo peixes, mariscos e algas frescas todos os dias. É parte essencial da identidade chilena”, diz Antonio Moreno, um dos chefs do Casa Las Cujas, em Santiago, o 14º no 50 Best regional.

Abastecem essa despensa marítima ingredientes como os locos, um molusco grande usado cru ou cozido, os piures, um marisco avermelhado, e os grandes caranguejos centollas, da Patagônia chilena.

“Quando o produto é bom, a cozinha não precisa disfarçá-lo”, diz Marcos Baeza, do Fukasawa, o 100º da lista regional. No restaurante de cozinha japonesa, essa filosofia aparece em receitas que evitam o uso de shoyu e de outros molhos —a fim de ressaltar o sabor dos ingredientes.

“Um exemplo é nosso nigiri de peixe branco capturado em águas rochosas. É um prato direto: ingrediente firme, arroz e mão habilidosa”, afirma.

Chefs estão otimistas com a cena gastronômica local, ainda que Santiago não tenha atraído inspetores do Guia Michelin —em outros mercados latinos, como Buenos Aires e São Paulo, a publicação francesa só foi viabilizada com investimento público.

Eles afirmam que houve aumento na diversidade de cozinhas da capital, assim como no número de trabalhadores qualificados. O interesse por comidas com identidade do país também está em alta, segundo eles. São aspectos, porém, que as premiações nem sempre valorizam.

Por isso, vale também conhecer endereços fora dessas listas, como o da chef Ana Maria Zúñiga, que prepara clássicos do país.

Lá aparecem as tradicionais cazuelas, sopa quente com ingredientes de origem vegetal e animal em pedaços grandes, ou os locos cozidos servidos com maionese. “Um prato que representa nossa maneira de entender a comida chilena”, diz ela.

A seguir, veja roteiro com seis restaurantes em Santiago.

Ana Maria

Restaurante de comida tradicional, é comandado há mais de 40 anos pela chef Ana Maria Zúñiga, que conta com ajuda do filho Agustín. No salão com decoração antiga, é possível provar refeições que chilenos fazem em casa, começando pelos locos (moluscos), servido com maionese para dividir (R$ 155). Também fazem sucesso as ostras com queijo gratinado (R$ 96). Mas se tiver que escolher só um, peça o caldo de congrio (R$ 90), um ensopado de peixe branco típico do país.

Calle Club Hipico, 476, Região Metropolitana. @anamaria_cocina


Boragó

Melhor restaurante do país no 50 Best regional, na 6º colocação, é chefiado por Rodolfo Guzmán, conhecido por pesquisar ingredientes endêmicos do Chile, como alimentos de origem mapuche, povo indígena local. O menu sazonal (R$ 1.130), de 12 a 18 etapas, incorpora elementos de todas regiões chilenas, como plantas do deserto do Atacama e cogumelos da Patagônia. Já apareceram na sequência pratos como atum maturado na cera de abelha e caldo de tucupi de batata.

San José María Escrivá de Balaguer, 5.970, Vitacura. @boragoscl


Casa las Cujas

Começou há dez anos em Cachagua, no litoral central do Chile, mas hoje está na capital. Comandado pela família Raide, tem na cozinha o chef Antonio Moreno. Serve menu centrado em peixes, mariscos e crustáceos frescos da costa chilena, que ficam em piscinas dentro do restaurante. Tem crudos e assados, como o caranguejo centolla com manteiga de limão (R$ 221) e a corvina (R$ 136), ambos na brasa. Está em 14º lugar no 50 Best regional.

Alonso de Córdova, 2.467, Vitacura. @casalascujas

Fukasawa

Dua Lipa e a banda Oasis já foram ao restaurante japonês aberto em 2022 pelo chef Marcos Baeza e seus filhos gêmeos, Lucas e Marcus. De noite, o local tem energia de balada, com música pulsante; de dia, uma atmosfera mais calma, com vista para os Andes. Serve niguiris, que têm opções de enguia com foie gras (R$ 76) e wagyu com ovo de codorna (R$ 70), e também sashimis, com peixes, como atum blufin, e ingredientes que podem incluir ouriço-do-mar (R$ 230 por 15 peças). Vale terminar com a musse de chocolate e yusu, um limão do Japão (R$ 76).

Av. Nueva Costanera 3.900, Vitacura. @fukasawa_chile


Pulperia Santa Elvira

Em uma casa com decoração vintage, o chef argentino Javier Avilés Lira faz comida autoral a partir de ingredientes chilenos. Com poucas mesas e ambiente intimista, funciona de quarta a domingo, só com reservas. Há opções à la carte em cardápio enxuto que varia a cada dois meses e menu-degustação (R$ 517), com nove tempos. No atual, apresenta ensopado picante de coelho com tubérculos andinos e também o crudo de guanaco (parente da lhama), com romã e chicha morada, bebida à base de milho roxo. Número 63 do 50 Best regional.

Santa elvira 475, Matta Sur. @pulperia.santa.elvira


Karai

Dentro do W Hotel, leva assinatura do peruano Mitsuharu Tsumura, à frente do Maido, o melhor restaurante do mundo em 2025 no 50 Best. O dia a dia é tocado por Sebastián Jara, que prepara pratos nikkei, com influências da comunidade japonesa. Um exemplo é o niguiri de peixe do dia com ají amarelo, uma pimenta, e leite de tigre (R$ 64 por duas unidades). Para dividir, vale o espeto de frango com pele crocante, servido com molho cremoso apimentado (R$ 70). Ficou na 45ª no 50 Best regional.

Isidora Goyenechea, 3.000, Las Condes. @karaiwsantiago





Fonte.:Folha de São Paulo

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