
(FOLHAPRESS) – Três técnicos de enfermagem foram presos pela Polícia Civil do Distrito Federal, nesta segunda-feira (19), suspeitos de envolvimento em três homicídios no Hospital Anchieta, em Taguatinga.
Segundo o delegado Wisllei Salomão, coordenador da Coordenação de Repressão a Homicídios e Proteção à Pessoa (CHPP), o principal suspeito, de 24 anos, escondeu um medicamento dentro do jaleco para aplicá-lo em pacientes da UTI.
A substância, quando administrada fora de protocolos médicos, pode causar parada cardíaca em poucos minutos. O suspeito usou o medicamento em três vítimas específicas: duas no dia 19 de novembro e uma no dia 1º de dezembro.
“Ele contou também com a conivência de outras duas técnicas de enfermagem que estavam no local, no momento de aplicação. Uma auxiliou a buscar esse medicamento na farmácia e também estava presente no momento em que foi ministrado o medicamento”, disse Salomão durante entrevista a jornalistas, nesta segunda.
O Hospital Anchieta disse que identificou “circunstâncias atípicas” nos três óbitos na UTI e, por iniciativa própria, instaurou um comitê interno. A investigação apontou evidências contra os técnicos de enfermagem, que foram desligados e encaminhados às autoridades.
“O Hospital, enquanto também vítima da ação destes ex-funcionários, solidariza-se com os familiares das vítimas, e informa que está colaborando de forma irrestrita e incondicional com as autoridades públicas”, disse a instituição em nota.
Com base nas evidências, a Polícia Civil deflagrou a Operação Anúbis -referência ao deus grego da morte- em 11 de janeiro.
Duas pessoas foram presas temporariamente na ocasião e mandados de busca e apreensão foram cumpridos em Taguatinga, Brazlândia (DF) e Águas Lindas (GO).
Na última quinta-feira (15), a segunda fase da operação cumpriu outro mandado de prisão temporária de uma das investigadas e apreendeu dispositivos eletrônicos em Ceilândia e Samambaia, no Distrito Federal.
Fonte. .Noticias ao Minuto


