12:24 PM
22 de janeiro de 2026

Como evitar prejuízos ao acumular e resgatar milhas – 21/01/2026 – Turismo

Como evitar prejuízos ao acumular e resgatar milhas – 21/01/2026 – Turismo

PUBLICIDADE


Você já aprendeu que, para garantir boas ofertas no universo das milhas, é preciso montar uma estratégia que combine acúmulos baratos com boas emissões. Mas entre o planejamento e a sonhada viagem existem algumas cascas de banana que podem frustrar os seus planos e expectativas.

Por isso, o penúltimo capítulo da série De Milha em Milha lista algumas regrinhas e práticas comuns para você ficar de olho e se precaver de eventuais prejuízos.

Expiração dos pontos

Apesar de serem moedas virtuais, as milhas não funcionam como reserva de valor, porque têm validade —em geral, entre um e dois anos. Se você deixá-las paradas por muito tempo, na esperança de juntar mais, por exemplo, elas podem simplesmente sumir. É o que acontece com 12% dos pontos emitidos no mercado, segundo a Associação Brasileira das Empresas do Mercado de Fidelização.

Depois de muitas reclamações dos clientes, os programas de fidelidade passaram a postergar ou simplesmente abolir a validade das milhas —mas apenas para os assinantes dos seus clubes de pontos ou, no caso das companhias aéreas, clientes que tenham status nos seus programas de fidelidade. Assinar esses clubes pode valer a pena, mas a assinatura (e o timing correto para fazê-la) deve fazer sentido dentro da estratégia que você montou.

As promoções que incentivam a assinatura dos clubes de pontos ou a transferência de pontos entre programas são boas oportunidades para multiplicar as suas milhas. Mas é importante lembrar que muitas promoções podem acabar, de maneira geral, desvalorizando os seus pontos no mercado.

Por exemplo: se uma companhia aérea faz muitas promoções que permitem que seus clientes gerem milheiros por R$ 12, o mercado entende que esse é o valor dessas milhas. Por outro lado, oferecer poucas promoções dificulta o acúmulo, mas também valoriza as milhas daquele programa.

Deságio e limites mínimos para transferência de milhas

As transferências de pontos entre programas tem regras um pouco chatas, que devem ser consideradas ao montar sua estratégia de milhas. A principal delas é que, na maioria das vezes, há um limite mínimo para transferência de pontos —dez ou 15 mil pontos, por exemplo. Isso pode te impedir de aproveitar uma promoção de transferência bonificada quando ela acontecer, o que pode ser bastante frustrante.

Outro ponto de atenção é a paridade na transferência de pontos entre programas parceiros. Para conseguir 1 ponto no Iberia Club, por exemplo, são necessários 3,5 pontos Livelo ou 2 pontos Esfera —o que faz a última opção bem mais vantajosa para quem quer acumular pontos no programa espanhol. O problema é que essa proporção pode mudar a cada vez que os contratos entre os programas são renegociados.

No ano passado, por exemplo, quase todos eles aumentaram o deságio ou até encerraram a possibilidade de transferência de pontos para o TAP Miles & Go, o programa de fidelidade da aérea portuguesa, obrigando muitos clientes a revisarem suas estratégias.

Muitos cartões de crédito oferecem promoções sedutoras de pontuações bonificadas caso os seus clientes atinjam uma determinada meta de gastos no cartão. Essas promoções podem ser uma furada, porque podem te levam a gastar mais do que a sua capacidade financeira lhe permite —e qualquer tipo de juro ou taxa que decorram disso podem descompensar a economia da sua estratégia.

Resgates que não valem a pena

Atualmente, 93% dos pontos emitidos vêm do varejo, refletindo estratégia de crescimento dos programas de fidelidade, baseada na diversificação das possibilidades de acúmulo. Embora todo e qualquer acúmulo orgânico seja bem-vindo, nem todo resgate vale a pena. Para ter certeza, é necessário fazer uma conta como a do valor real dos pontos.

Trocar pontos por produtos nos shoppings dos programas, por descontos em farmácias ou até por dinheiro, via de regra, não é um bom negócio, porque é possível extrair um valor muito maior desses pontos em outros resgates —não à toa, as passagens aéreas são o destino de 74% dos pontos do mercado.

Benefícios sujeitos à disponibilidade

Muitos programas de companhias aéreas oferecem benefícios como upgrades para a classe executiva ou a possibilidade de trocar de voo no mesmo dia sem custo. Embora sedutores, benefícios como esses, que vêm acompanhados de um “sujeito à disponibilidade”, às vezes acabam não se concretizando.

O upgrade gratuito para a classe executiva, por exemplo, tem uma fila que prioriza os clientes com status mais alto, que tenham o cartão de crédito cobranded da companhia e até aqueles passageiros que compram o upgrade em leilões ou no ato do checkin —o que acaba com a tal disponibilidade dos assentos.



Fonte.:Folha de S.Paulo

Leia mais

Rolar para cima