6:48 AM
23 de janeiro de 2026

Dor ao caminhar pode indicar entupimento nas artérias das pernas

Dor ao caminhar pode indicar entupimento nas artérias das pernas

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A dor nas pernas ao caminhar, que melhora com o descanso, costuma ser atribuída ao cansaço, à idade ou a problemas musculares. Porém, esse incômodo pode ser um dos principais sinais da doença arterial periférica (DAP), condição em que as artérias que levam o sangue para as pernas ficam obstruídas.

De evolução lenta e silenciosa, a DAP é mais comum do que se imagina e está diretamente ligada a um risco maior de eventos cardiovasculares graves.

O que é a doença arterial periférica e por que ela aparece

A doença arterial periférica ocorre quando placas de gordura se acumulam nas artérias, estreitando ou bloqueando o fluxo de sangue. Esse processo, chamado aterosclerose, é o mesmo que causa infarto e derrame, mas, na DAP, afeta principalmente os membros inferiores.

Entre os principais fatores de risco estão o tabagismo, o diabetes, a hipertensão, o colesterol alto, o sedentarismo e o envelhecimento.

Quem tem histórico de doença cardiovascular também tem mais chances de desenvolver o problema. Com a redução do fluxo, os músculos das pernas recebem menos sangue e oxigênio durante o esforço, o que provoca dor intensa ao caminhar e faz a pessoa interromper a atividade.

Sintomas

O sintoma mais característico da DAP é a chamada claudicação intermitente: dor, queimação ou câimbras nas pernas ao andar, que desaparecem após alguns minutos de descanso. A intensidade varia conforme o grau de obstrução e pode surgir depois de poucos metros ou apenas em caminhadas mais longas.

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Nas fases mais avançadas, os sinais ficam mais evidentes: pés frios, palidez ou escurecimento da pele, queda de pelos nas pernas, unhas frágeis e feridas que demoram a cicatrizar.

Em casos graves, a dor pode aparecer mesmo em repouso, indicando comprometimento importante da circulação. Esses sintomas exigem avaliação médica imediata para evitar complicações, como infecções e risco de amputação.

Diagnóstico precoce e tratamento fazem a diferença

O diagnóstico da doença arterial periférica é feito por avaliação clínica e exames específicos, como o índice tornozelo-braquial e o ultrassom Doppler, que avaliam o fluxo de sangue nas artérias. Quanto mais cedo a condição é identificada, maiores são as chances de controle com medidas menos invasivas.

O tratamento envolve mudanças no estilo de vida, com abandono do tabagismo e controle rigoroso da pressão, do colesterol e da glicemia, além da prática regular de exercícios supervisionados, que ajudam a estimular a circulação.

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Em alguns casos, são indicados medicamentos para melhorar o fluxo ou reduzir o risco cardiovascular. Procedimentos endovasculares ou cirúrgicos ficam reservados para quadros mais avançados.

A doença arterial periférica não afeta apenas as pernas: ela é um marcador de risco para todo o sistema cardiovascular. Por isso, dor ao caminhar não deve ser normalizada.

Investigar os sintomas e iniciar o tratamento adequado pode preservar a mobilidade, prevenir complicações e proteger o coração e o cérebro a longo prazo.

*Andréa Klepacz é cirurgiã vascular e membro da Brazil Health

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(Este texto foi produzido em uma parceria exclusiva entre VEJA SAÚDE e Brazil Health)

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Fonte.:Saúde Abril

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