Polícia descobre golpe após investigação; suspeita é de que ele simulou agressão para justificar mutilação
Um jovem de cerca de 20 anos mutilou o próprio pé em uma tentativa extrema de garantir vaga em uma faculdade de medicina por meio da cota destinada a pessoas com deficiência. Segundo a polícia local, a decisão radical teria sido motivada pelas duas reprovações consecutivas do candidato no exame nacional de admissão NEET, utilizado para ingresso em instituições públicas de medicina.
O caso veio à tona inicialmente como um suposto ataque: o irmão do jovem registrou boletim de ocorrência afirmando que “agressores não identificados” teriam atacado a vítima, deixando-a inconsciente e com o pé decepado.
No entanto, a investigação policial encontrou inconsistências no relato. Um laudo médico constatou que o corte no pé foi realizado precisamente, possivelmente com o auxílio de equipamento, incompatível com um ataque violento. Além disso, seringas encontradas em um campo próximo indicam que o jovem aplicou anestésicos em si antes de praticar a mutilação.
A polícia ainda estuda quais artigos do Código Penal poderiam ser aplicados ao caso, já que se trata de um ato autoinduzido com intenção de fraude em processo seletivo. Especialistas apontam que a situação envolve questões complexas, como tentativa de obtenção indevida de benefício e falsidade documental, mas o enquadramento legal ainda não foi definido.
O caso ganhou repercussão nacional por seu caráter extremo e levanta debate sobre limites das cotas e pressões enfrentadas por estudantes em processos seletivos competitivos.
Fonte.: MT MAIS


