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Introdução
Chás não curam a gordura no fígado (esteatose hepática), mas alguns podem aliviar sintomas e oferecer proteção, com destaque para chá verde e gengibre. Cuidado com promessas milagrosas! O tratamento eficaz envolve mudança de hábitos, combate à obesidade, redução de álcool e acompanhamento médico.
- Mito desvendado: Chás populares para gordura no fígado não curam a esteatose hepática, apesar das promessas online.
- Benefícios reais: Alguns chás podem aliviar sintomas e ter um modesto efeito protetor devido a compostos anti-inflamatórios e antioxidantes.
- Os mais indicados: Chá verde e de gengibre possuem evidências científicas mais robustas para auxílio sintomático.
- Perigo da substituição: Nunca troque o tratamento médico por infusões; isso pode agravar seriamente o problema.
- Solução de verdade: O combate eficaz à gordura no fígado exige mudança de hábitos (dieta, exercício), redução de álcool e tratamento de doenças subjacentes.
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Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação da Editora Abril.
Se você buscar pela internet, é bem fácil ser bombardeado com dicas de chás para a gordura no fígado, uma lista que inclui opções como o chá verde, de gengibre, de boldo, de dente-de-leão e até de orégano, entre muitos outros.
São promessas de eliminar ou secar a gordura desse órgão e desintoxicá-lo, com frequência acompanhadas de comentários sugerindo que aquela infusão é um segredo que “a indústria farmacêutica” ou “os médicos” não querem que você saiba.
Cuidado para não cair em ciladas!
É preciso deixar claro: os chás não curam a esteatose hepática, nome técnico para o acúmulo de gordura no fígado. Mas alguns podem ajudar a aliviar sintomas, desde que sejam usados de forma complementar e nunca substituam um tratamento de saúde indicado pelo médico – é daí, aliás, que costuma vir a confusão sobre seus benefícios.
Entenda melhor essa história.
+Leia também: Por que você deveria dar mais atenção ao seu fígado – e tomar cuidado com promessas por aí
O que os chás de fato fazem?
Chás tipicamente indicados para enfrentar a gordura no fígado atuam, principalmente, de modo a aliviar os sintomas causados por esse problema. Alguns deles também podem contribuir, de forma modesta, para regular melhor a forma como o corpo lida com a absorção de gorduras, o que confere um potencial hepatoprotetor.
O combate aos incômodos provocados pela esteatose hepática vem de compostos anti-inflamatórios e antioxidantes encontrados em algumas dessas infusões. O chá verde e o chá de gengibre costumam ser os mais indicados para isso: são as infusões cuja capacidade de ajudar tem evidências científicas mais robustas.
No entanto, vale reforçar: esses efeitos devem ser sempre em termos de redução de danos e prevenção de problemas ainda piores. Os chás não eliminam a gordura que você já tem no fígado, e acreditar que eles podem solucionar esse tipo de problema acaba expondo a saúde a mais perigos no longo prazo. O risco maior é deixar de seguir um tratamento médico eficaz por acreditar que a receita caseira é suficiente.
Como combater a gordura no fígado (de verdade)?
Há duas causas mais comuns para a esteatose hepática e, nos dois casos, é fundamental buscar uma mudança de hábitos para enfrentar o problema: a obesidade e o consumo excessivo de álcool são os motivos mais recorrentes para desenvolver a gordura no fígado.
No caso da obesidade, sair de uma rotina sedentária e adotar hábitos alimentares mais saudáveis são maneiras de começar a encarar a questão. Pode ser uma boa ideia procurar um nutricionista para elaborar um plano alimentar. Já em relação ao álcool, se ele já está se manifestando na forma de problemas hepáticos, é urgente reduzir e, se conseguir, eliminar definitivamente a bebida.
Outras causas para a gordura no fígado estão associadas a doenças subjacentes. Diabetes tipo 2, síndrome metabólica e colesterol alto são alguns dos problemas que podem levar à esteatose hepática. Nesses casos, é necessário seguir o tratamento indicado pelo médico, o que costuma envolver remédios, além de adotar hábitos mais saudáveis de modo geral.
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Fonte.:Saúde Abril


