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28 de janeiro de 2026

Como escolher os vinhos para o Carnaval – 28/01/2026 – Isabelle Moreira Lima

Como escolher os vinhos para o Carnaval – 28/01/2026 – Isabelle Moreira Lima

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Se tem uma coisa que não vai faltar em 2026 é feriado. O calendário está recheadíssimo de dias livres e emendáveis, oferecendo diferentes possibilidades de viagens, sendo o primeiro deles o Carnaval, com excelentes 120 horas de folga. Quem é fã de vinho tem um motivo a mais para se animar, pois são nessas pequenas temporadas que costumamos nos alojar em nanocomunidades que funcionam em torno da mesa.

Para comer bem, é preciso planejamento. Quem cozinha sabe que o trabalho começa antes mesmo de irmos ao mercado e que é isso que garante o sucesso dos pratos. Para beber bem, não é diferente.

Dias antes da viagem, é preciso pensar em quantas garrafas serão necessárias e tentar fazer um exercício de adivinhação sobre o que se quer beber. Se o destino é frio, tintos encorpados cairão melhor; se é quente, brancos cheios de acidez são a melhor pedida.

Mas, claro, há um arco-íris inteiro entre os dois extremos e dá para brincar bastante.

Para o frio, vá de Rapariga da Quinta Select (R$ 66 na Divinho), que é bom só e acompanhado de pratos simples, massas, um frango assado, uma tábua de frios. Já entre os brancos, o chileno Go Up Sauvignon Blanc Reserva (R$ 68 na Boccati) agrada geral e tem um valor camarada.

Rosés leves e festivos são ótimos para o Carnaval, caso do argentino Turbio Pinkgiovese (R$ 136 na Toque de Vinho), da supercriativa Ravera Wines, que é cremosão e aromático. Espumantes brasileiros dos mais baratos são bons para virar ingrediente em drinques, mas também fazem a festa na piscina. O Fausto Brut (R$ 79 no Pão de Açúcar) é bom no coquetel ou sozinho.

Já os laranjas, normalmente mais estruturados que os brancos, são muito versáteis para a harmonização e podem ser tomados mais resfriados em dias quentes. Não deixe passar o No Es Pituko Orange (R$ 110 na Grand Cru), que vai até com carne de panela.

Para definir quantidades, vale lembrar que uma garrafa de 750 ml tem cinco taças de 150 ml, o padrão de restaurante. Meia garrafa de vinho por adulto costuma ser uma boa conta para um jantar em que não se precisa fazer muito depois. Mas pode-se calcular com sobra, se a turma é boa de festa e está no clima da folia.

Se for o caso, aposte nas garrafas de litrão, como o branco chileno natural Lazy Winemaker Blend Branco (R$ 154 na Toque de Vinho), um corte bem redondo de chardonnay, viognier e moscatel, que tem acidez e um floral gostoso, ou o tinto alemão orgânico 1616 Pfaffmann Dornfelder trocken (R$ 189 na Weinkeller), que é bem fresco e leve, com notas de cereja.

Há ainda as opções bag-in-box da loja online Tão Longe Tão Perto, com caixas de três litros por R$ 254 de tinto e branco, além de opções de growlers de um litro (R$ 99).

Seria ótimo ter boas opções em lata, especialmente para os que não dispensam os blocos de Carnaval, mas infelizmente não encontrei nada que tenha me encantado nesse tipo de embalagem.

Compras feitas, na hora de sacar a rolha, embora faça mais sentido beber os vinhos melhores e mais complexos quando o nível de sobriedade ainda é alto, faço a ressalva de que esses vinhos costumam brilhar mesmo é ao lado da comida. No meu caso, deixo sempre a melhor garrafa para ser coprotagonista das refeições. Por isso mesmo acho que vale equilibrar a conta das garrafas com ⅔ de vinhos mais simples e ⅓ de mais complexos para a hora de sentar à mesa.

Com tudo isso em mente, ainda temos mais que duas semanas inteiras para a pesquisa e as compras dos vinhos do Carnaval, o primeiro de muitos feriados do ano. Com planejamento (e muita água), vai ser divertido e não deve sobrar dor de cabeça ou arrependimentos.


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Fonte.:Folha de São Paulo

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