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Introdução
Desvende o canistel, a intrigante “fruta-ovo” da Mesoamérica. Ainda pouco explorado, este fruto é uma potência nutricional, repleto de vitaminas, minerais e antioxidantes. Descubra como ele pode impulsionar sua saúde e as diversas formas de aproveitá-lo na culinária e além.
- Nativo da Mesoamérica e conhecido como “fruta-ovo”, o canistel é um parente da lúcuma e pouco cultivado no Brasil.
- É uma fonte rica em vitaminas (A, C, Complexo B), minerais (potássio, magnésio), antioxidantes (zeaxantina) e fibras.
- Oferece benefícios à saúde imunológica, neurológica, ocular, óssea e cardiovascular, além de combater o estresse oxidativo.
- Sua polpa tem sabor doce e textura cremosa, ideal para consumo in natura ou em sobremesas como pudins e sorvetes.
- Folhas e sementes possuem propriedades anti-inflamatórias e analgésicas, usadas tradicionalmente em produtos medicinais.
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Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação da Editora Abril.
Com uma longa história de cultivo e consumo em seus países de origem, o canistel é um fruto nativo da região da Mesoamérica, desenvolvendo-se naturalmente no México, em países da América Central e em diversas ilhas do Caribe.
Apesar de sua ampla distribuição geográfica, ele ainda é pouco conhecido fora de seus territórios nativos, o que limita o conhecimento científico e o maior aproveitamento de seus benefícios à saúde.
Pertencente à espécie Pouteria campechiana, o canistel é um parente da lúcuma e uma fonte rica em carboidratos, proteínas, vitaminas e diversos micronutrientes essenciais ao funcionamento do organismo humano. No Brasil, onde também é conhecido como fruta-ovo, o canistel desembarcou oficialmente apenas em 1980, mas segue sendo pouco cultivado no país.
Saiba mais o que essa espécie exótica pode oferecer à saúde.
Benefícios do canistel
Os benefícios da fruta-ovo para a saúde se relacionam com a sua vasta riqueza em nutrientes, englobando as ações das vitaminas A, C e aquelas do complexo B. Essas vitaminas são essenciais ao sistema imune, colaborando na manutenção da saúde neurológica e ocular, nos cuidados com a pele e na redução de riscos de câncer e doenças cardiovasculares.
A elevada concentração de antioxidantes é outro aspecto essencial, e contribui para o combate ao estresse oxidativo, auxiliando na redução de processos inflamatórios no organismo.
O vasto conteúdo mineral (que inclui potássio, magnésio, sódio, entre outros), por sua vez, desempenha um papel relevante na construção óssea e no equilíbrio de água no organismo. O potássio também é associado à regulação da pressão arterial.
A polpa ainda abriga uma importante fonte de zeaxantina, um carotenoide associado à preservação da saúde dos olhos, da pele, hepática e cardiovascular.
Além disso, o canistel é uma boa fonte de fibras, que atuam para a manutenção da saúde gastrointestinal e contribuem para a saciedade e a regulação dos níveis de glicose no organismo.
Vale destacar que todos esses benfícios são observados quando um padrão de alimentação saudável é adotado. Ou seja, não adianta consumir um alimento e esperar que ele vá regular a pressão, evitar doenças, etc.
Usos do canistel
A fruta-ovo apresenta variações quanto à forma e tamanho, exibindo uma coloração que pode oscilar entre um amarelo-alaranjado pálido e um amarelo-dourado mais intenso. No primeiro toque ao paladar, o sabor doce da polpa destaca-se à boca, além de uma textura cremosa semelhante à consistência de uma gema de ovo cozida – característica que deu origem ao apelido.
A polpa é tradicionalmente consumida fresca, in natura, ainda que não seja incomum encontrá-la como ingrediente no preparo de uma ampla variedade de produtos alimentícios – em especial, na confecção de sobremesas, como pudins, milk-shakes, sorvetes, tortas, biscoitos, geleias e iogurtes.
Além de seu uso culinário, o canistel e os derivados da planta vêm sendo usados, há várias gerações, como matéria-prima para a elaboração de produtos medicinais naturais em seus locais de origem.
Um estudo realizado na Universidad Autónoma de Yucatán, no México, revelou que o percurso medicinal do canistel remonta às práticas dos povos Maia: as folhas da árvore eram misturadas a outros ingredientes para aliviar dores.
A eficácia da prática tradicional foi demonstrada e se relaciona com as altas propriedades anti-inflamatórias e intensas atividades analgésicas encontradas nas folhas e sementes da planta. No entanto, esse benefício não é obtido pela alimentação.
Fonte.:Saúde Abril


