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Introdução
A discalculia é um transtorno neurológico que dificulta a compreensão e uso de números, afetando a matemática no dia a dia. Seus sintomas surgem na infância, geralmente a partir dos 6 anos, e exigem diagnóstico profissional. Entenda as causas, como identificar e a importância do tratamento precoce para lidar com esse desafio.
- Desvende a discalculia: o transtorno neurológico que afeta a habilidade com números e cálculos.
- Sintomas iniciais: aprenda a identificar os primeiros sinais de discalculia em crianças a partir dos 6 anos.
- Diagnóstico: entenda como é feita a avaliação e a importância de buscar ajuda profissional especializada.
- Causas e relações com dislexia, TDAH e TEA, revelando a complexidade do transtorno.
- Tratamento: a importância da intervenção precoce na infância e as estratégias compensatórias para adultos.
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Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação da Editora Abril.
Entraves ao fazer uma conta simples, confusões ao organizar números e dificuldades em entender sinais básicos de adição e subtração são indícios que podem estar relacionados ao transtorno específico de aprendizagem com prejuízo na matemática. Ou, como é mais conhecido: discalculia.
A discalculia é uma desordem neurológica que afeta as habilidades de compreender e utilizar os números no dia a dia, e guarda relação com outros transtornos semelhantes, como aqueles que geram prejuízos na leitura e expressão escrita (dislexia). É relativamente comum que discalculia e dislexia ocorram juntas, mas também é possível ter cada uma delas isoladamente.
Conheça mais sobre o transtorno.
Identificando os sintomas
Os sintomas relativos à discalculia se manifestam, geralmente, nos primeiros anos escolares. Em geral, eles só podem ser diagnosticados após o início da educação formal, quando a criança é efetivamente apresentada aos números e às operações matemáticas.
Por isso, normalmente é a partir dos 6 anos que os indícios de discalculia começam a ser percebidos. Eles incluem:
- dificuldades em contar nos dedos com números pequenos (principalmente em uma idade em que isso geralmente não é mais necessário);
- incapacidade de identificar pequenas quantias de objetos apenas olhando para eles;
- problemas para fazer cálculos mais simples de cabeça;
- dificuldade para memorizar tabelas de divisão e multiplicação;
- confusão na hora de reconhecer o mesmo problema matemático quando a ordem do número é trocada;
- problemas para organizar os números em escalas decimais;
- atraso ou incapacidade para aprender sinais mais avançados da matemática, entre outros.
Todos são comportamentos persistentes, ou seja, a criança parece não reduzir as dificuldades com o passar do tempo, algo que destoa em comparação aos colegas.
Se a discalculia não for devidamente tratada, as frustrações causadas pelo quadro podem desencadear outros transtornos, como ansiedade e depressão, além de uma recusa em participar de espaços que cobrem as habilidades acadêmicas em prejuízo.
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Como é o diagnóstico
Não existe um teste único para o diagnóstico de discalculia. É necessário realizar um conjunto de avaliações que permitem analisar as habilidades matemáticas do indivíduo, além de instrumentos destinados a descartar a presença de outras possíveis causas.
Embora os sintomas possam variar em intensidade, é comum que pais ou responsáveis e professores sejam os primeiros a percebê-los.
Quando os obstáculos no aprendizado persistem por pelo menos seis meses, recomenda-se a busca por profissionais especializados para uma avaliação mais aprofundada.
Nos casos mais raros em que o diagnóstico ocorre na adolescência ou na vida adulta, é necessária a comprovação de que os comportamentos associados à desordem já estavam presentes durante o período de escolarização, isto é, na fase de desenvolvimento.
Uma dificuldade com os números que surge mais tarde na vida e não existia antes não se enquadra mais como o transtorno de aprendizagem da discalculia e pode estar associada a disfunções neurológicas diferentes, exigindo testes adicionais e exames de neuroimagem.
Causas e tratamento
A discalculia não está relacionada a deficiência intelectual, atraso no desenvolvimento ou a déficits sensoriais ou motores. Tampouco decorre de uma educação básica de má qualidade. Embora suas causas específicas ainda sejam pouco conhecidas, parece haver influência de fatores genéticos e ambientais que afetam o processamento cognitivo de informações.
Trata-se, portanto, de um transtorno do neurodesenvolvimento, e por isso não é incomum ver seu quadro associado a outras condições semelhantes, como o transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH) e o transtorno do espectro autista (TEA). Essas condições não são causas da discalculia, mas sua presença concomitante pode auxiliar profissionais de saúde na identificação e no diagnóstico do transtorno.
Em relação ao tratamento, quanto mais cedo a intervenção é iniciada, maiores são as chances de adaptação e redução dos impactos da discalculia ao longo da vida. Uma vez que na infância o cérebro ainda está em desenvolvimento, um tratamento precoce torna possível a aquisição de habilidades por meio de programas de aprendizagem adequados e direcionados às principais dificuldades da criança.
Em adultos, por sua vez, o foco recai sobre estratégias compensatórias, como o uso de tecnologias e outros métodos de apoio para lidar com a matemática no dia a dia.
Fonte.:Saúde Abril


