4:22 PM
6 de fevereiro de 2026

Aliados de Derrite são exonerados da cúpula da PM de SP

Aliados de Derrite são exonerados da cúpula da PM de SP

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(FOLHAPRESS) – O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), mudou nesta sexta-feira (6) a configuração de postos estratégicos da cúpula da Polícia Militar com a exoneração de aliados do ex-secretário da Segurança Guilherme Derrite, entre eles o chefe de inteligência e corregedor-geral.

A queda dos coronéis Pedro Luís de Souza Lopes (inteligência) e Fabio Sérgio do Amaral (Corregedoria) foi atencipada pela Folha de S. Paulo nesta quarta-feira (4). Elas fazem parte de um processo de retirada do governo de aliados Derrite. 

Ao menos 14 nomes do grupo do ex-secretário devem deixar os cargos.
Conforme o Diário Oficial, Fábio Sérgio foi transferido para o CPI-7, comando de área da região de Sorocaba, terra de Derrite. Quem assume a vaga dele é o coronel Alex dos Reis Asaka, que estava na zona leste da capital (CPA/M-11).

Pedro Luís foi para o CPM (Comando de Policiamento Metropolitano). Quem assume a função dele é o coronel Caio Marcos de Oliveira, antes lotado no próprio comando metropolitano. Caio é considerado um dos melhores quadros da inteligência da PM.

Outro aliado de Derrite que perde poder é o coronel Paulo Sérgio de Melo, então chefe da APMSSP (Assessoria Policial Militar), órgão responsável pelos policiais militares na assessoria da Secretaria de Segurança Pública. Ele vai para um lugar considerado de menor prestígio, a escola de sargentos.

Alessandro Gregorim Silva assume a assessoria PM. Rogerio Nery Machado, então comandante da região da Baixada Santista (CPI-6), assume o Presídio Militar Romão Gomes.

Conforme a reportagam apurou, o expurgo dos aliados de Derrite tem sido comandado pelo secretário-executivo Henguel Ricardo Pereira, coronel da reserva e ex-secretário-chefe da Casa Militar e coordenador da Defesa Civil. O oficial assumiu a missão a pedido de Tarcísio.

Henguel, conforme integrantes da PM, recebeu carta branca do governo para fazer as mudanças que considerar necessárias. Ele teria determinado as trocas ao comandante-geral da PM, José Augusto Coutinho, que conversou antecipadamente com os nomes a serem movimentados.

Essa foi uma orientação do novo secretário-executivo para não repetir o que fez Derrite na crise fevereiro de 2024, quando removeu 34 coronéis. A maioria deles ficou sabendo da mudança pelo “Diário Oficial”.

Há grandes expecativas para a saída do delegado-geral Artur José Dian, que tem manifestado a amigos a intenção de concorrer a cargo eletivo. Há chances de ser retirado do posto antes do prazo obrigatório para o afastamento. Três nomes são cotados para assumir a função: os delegados Júlio Gustavo Vieira Guebert, Emygdio Machado Neto e Ivalda Aleixo, a chefe do DHPP (Homicídios).

Sobre as mudanças na pasta, a gestão Tarcísio tem repetido que “todas as movimentações e promoções na gestão das forças de segurança de São Paulo seguem critérios estritamente técnicos e visam aprimorar a atuação policial no Estado, com foco no combate ao crime organizado e na proteção das pessoas”.

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Fonte Noticias ao Minuto

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