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Introdução
A Anvisa proibiu o “Café de açaí” da marca Du Brasil, vendido como tratamento para diabetes e fibromialgia, e sem autorização como suplemento. Apesar de pesquisas indicarem potencial do caroço de açaí, o produto não é um remédio e não tem comprovação de qualidade. Entenda o caso completo e os riscos.
- Anvisa proíbe “Café de açaí” da Du Brasil por alegações de cura sem comprovação.
- Produto era comercializado como tratamento para diabetes e fibromialgia.
- Irregularidades incluem falta de autorização como suplemento e armazenamento inadequado.
- Pesquisas mostram potencial do caroço de açaí, mas isso não o torna um medicamento.
- Agência barrou fabricação, comercialização, importação, propaganda e uso do item.
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Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação da Editora Abril.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou, nesta segunda-feira (6), a proibição da comercialização do produto “Café de açaí”, da marca Du Brasil, vendido como suplemento alimentar. De acordo com a autarquia, o alimento estava sendo comercializado como um tratamento para diabetes e fibromialgia.
Ainda segundo a Anvisa, o café de açaí é um componente não autorizado como suplemento alimentar. Além disso, o produto apresentava condições inadequadas de armazenamento.
Diante das irregularidades, a agência barrou a comercialização, distribuição, fabricação, importação, propaganda e uso desse alimento.
O que é o café de açaí
Café de açaí pode parecer uma combinação estranha de palavras, mas se trata de um campo que vem sendo estudado na ciência e no mercado.
A bebida é produzida a partir do caroço do fruto — parte que corresponde a cerca de 80% do açaí e costuma ser descartada — e tem sido investigada por seu potencial efeito sobre o metabolismo da glicose.
O tema foi explorado, por exemplo, em uma pesquisa de mestrado realizada na Faculdade de Engenharia de Alimentos (FEA) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).
No estudo, os pesquisadores obtiveram um extrato do caroço de açaí torrado rico em inulina, uma fibra solúvel com ação prebiótica, associada à melhora da saúde intestinal, à redução do colesterol e ao auxílio no controle da glicemia.
Os resultados mostraram que um método de extração convencional, semelhante ao utilizado no preparo do café tradicional, poderia ser eficaz para produzir uma bebida com características funcionais e de fácil preparo. O extrato analisado apresentou cerca de 16% de inulina, um teor considerado elevado.
Isso, porém, não transforma o produto em remédio. Apesar dos achados positivos com relação ao alimento, os resultados não permitem a indicação de “café de açaí” para o tratamento de diabetes, fibromialgia ou qualquer outra doença.
Além disso, não há comprovação de que o produto barrado pela Anvisa tenha a mesma composição, qualidade ou os mesmos efeitos observados no estudo conduzido em laboratório.
Ainda assim, vale dizer que, como mostrado aqui, que o caroço do açaí é um resíduo que se transformou em problema ambiental, principalmente no Norte do país.
Sem saber onde deixar essa parte que não é utilizada para a produção do açaí tradicional, muitos produtores a despejam em aterros e rios ou no entorno de fábricas, locais totalmente inapropriados.
Por isso, a criação de um valor econômico para o produto é vista também como uma solução bem-vinda ao meio ambiente.
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Fonte.:Saúde Abril


