Um importante patrimônio cultural da Unesco no Japão, destruído pelas chamas, vai reabrir ao público. Entre os meses de setembro e novembro deste ano as obras de reconstrução do Castelo Shuri, em Okinawa, deverão estar concluídas. Quando da reinauguração, terão se passado sete anos do incêndio que atingiu as principais estruturas do local, na madrugada do dia 31 de outubro de 2019.
A parte exterior do edifício central do Castelo, o Seiden, foi concluída em julho de 2025, mas ainda não pode ser acessada pelo público. Resta realizar a pintura interna e a instalação dos equipamentos de prevenção de incêndio no espaço.
O local, histórico para a cultura japonesa, abriga diversas instalações, praças, muralhas, portões e espaços religiosos. Parte do Castelo já está aberta para visitação com estruturas e exposições que contam a história do Reino de Ryukyu, que administrava Okinawa antes da tomada do território pelo Japão em 1879.
Entre eles, estão o portão de pedra Sonohyan Utaki, construído em calcário e usado como local de culto, e os portões externos Kankaimon e Keiseimon, feitos para proteção junto à muralha de pedra que cerca o Castelo Shuri. Os espaços também podem ser conhecidos pela internet através deste link.
Algumas áreas, como as dos portões Sonohyan Utaki, Kankaimon e Keiseimon, são gratuitas e abertas a partir das 8h até às 18h30. O acesso aos edifícios é pago e fica disponível entre 8h30 e 18h (horários em vigor até março). Mais informações podem ser consultadas no site do local.
O incêndio de 2019
Segundo as autoridades, as chamas tiveram início em uma área próxima ao pavilhão central e se espalharam para os setores norte e sul. Desde então, o espaço passou por um processo de reconstrução.
Durante o incêndio, as obras de arte e de artesanato estavam dentro de dois depósitos do Castelo. Ambos possuíam estruturas físicas reforçadas para proteção, mas o espaço mais próximo da origem do incêndio foi danificado pelo calor e pela água utilizada para apagar o fogo.

Segundo o Relatório de Confirmação de Coleções, 1119 das 1510 obras resistiram ao incêndio. Destas, 364 precisaram passar por reparos, que iniciaram no ano de 2021. As maiores perdas foram de objetos laqueados, cerâmicas e trabalhos em metal.
Os visitantes puderam acompanhar o processo de reconstrução nas áreas de restauração. As últimas visitas ao local ocorreram entre os dias 27 de dezembro de 2025 e 4 de janeiro de 2026. No dia 5, carpinteiros e artesãos recomeçaram os trabalhos de recuperação.
História do Castelo Shuri

Concluído em meados do século 16, o Castelo foi a sede do Governo Real de Shuri, o órgão que governava o Reino de Ryukyu, e residência oficial da realeza. A monarquia comandava Okinawa e outras ilhas próximas, localizadas no Mar Oriental da China entre Taiwan o restante do Japão.
O regime perdurou por aproximadamente 450 anos, entre 1429 e 1879, quando o governo japonês enviou tropas para expulsar o então Rei Sho Tai do Castelo de Shuri. Desde a queda do Reino de Ryukyu, o local já foi sede da Prefeitura de Okinawa e da Universidade das Ryukyus.
Em 1945, no final da Segunda Guerra Mundial, o Castelo foi destruído por outro incêndio, durante a Batalha de Okinawa. A reconstrução do espaço iniciou após o fim do conflito, mas a totalidade dos prédios seguindo os projetos originais só foi concluída em 1992. Desde o ano 2000, o complexo é considerado um Patrimônio Mundial da Unesco.
Newsletter
Aqui você vai encontrar dicas de roteiros, destinos e tudo o que você precisa saber antes de viajar, além das últimas novidades do mundo do turismo.
Inscreva-se aqui
para receber a nossa newsletter
Cadastro efetuado com sucesso!
Você receberá nossas newsletters em breve!
Fonte.:Viagen


