
Crédito, REUTERS/Rita Franca
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Em uma campanha em que apelou ao voto moderado, o socialista António José Seguro foi eleito presidente de Portugal neste domingo (8/2), segundo as projeções de boca de urna.
Ex-secretário-geral do Partido Socialista (PS), de centro-esquerda, Seguro teria entre 68% a 73% dos votos, segundo a projeção da Universidade Católica feita para a emissora pública RTP.
Seguro é visto como uma figura centrista e moderada.
O líder parlamentar do Chega, Pedro Pinto, reconheceu a derrota logo após o anúncio das primeiras projeções, mas disse que seu partido é “o grande vencedor da direita. “Provamos que vínhamos para ser diferentes” e contra o sistema “que se uniu contra nós”.
Portugal tem um regime semipresidencialista de matriz parlamentar. Isso quer dizer que, embora o presidente seja eleito por voto direto, o poder executivo é exercido pelo primeiro-ministro, indicado após eleições legislativas e que depende de apoio mínimo no Parlamento.
Desde 2024, o primeiro-ministro de Portugal é Luís Montenegro, da coligação de centro-direita liderada pelo Partido Social Democrata (PSD).
O papel do presidente, porém, está longe de ser protocolar, já que exerce um poder moderador crucial.
O presidente pode vetar leis, devolvendo-as ao Parlamento, e tem a prerrogativa de dar posse ao primeiro-ministro. Em casos extremos, também pode dissolver o Parlamento e convocar eleições antecipadas — medida conhecida como “bomba atômica”.
Seguro, então, pode ser decisivo para garantir a estabilidade do governo minoritário de centro-direita liderado pelo PSD — e Seguro é, afinal, o candidato melhor posicionado para ocupar o cargo.
O novo presidente foi eleito com o apoio de várias figuras políticas portuguesas moderadas, entre eles Aníbal Cavaco Silva, presidente entre 2006 e 2016 e primeiro-ministro entre 1985 e 1995.
Também o apoiaram os prefeitos de Lisboa, Carlos Moedas, e do Porto, Pedro Duarte, ambos do PSD. Luís Marques Mendes, candidato apoiado pelo PSD no primeiro turno, afirmou que votaria em Seguro por seu alinhamento com a “defesa da democracia” e a “moderação política”.
A votação deste domingo ocorreu com o país em estado de “calamidade pública”, em meio a uma onda de fortes tempestades. Ventura chegou a pedir o adiamento da eleição, mas autoridades eleitorais afastaram essa possibilidade, admitindo apenas adiamentos pontuais em alguns municípios.
Segundo os primeiros resultado, o comparecimento no segundo turno foi semelhante ao do primeiro turno.

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Fonte.:BBC NEWS BRASIL


