
A Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso (Seduc-MT) vai aplicar, no ano letivo de 2026, mais de R$ 478 milhões em ações voltadas à permanência, ao bem-estar e às condições de aprendizagem dos estudantes da rede estadual. O pacote reúne investimentos em uniformes, kit de materiais escolares, alimentação escolar e o recurso único para as escolas.
A expectativa da Seduc é assegurar um ambiente mais organizado e acolhedor para os mais de 320 mil estudantes do Ensino Fundamental, Ensino Médio e EJA – Educação de Jovens e Adultos, com suporte que impacta diretamente a rotina escolar e a qualidade do ensino.
Dentro desse conjunto, a alimentação escolar concentra uma das maiores fatias, com previsão de R$ 160 milhões ao longo do ano. A rede oferta refeições conforme a modalidade: escolas regulares servem duas refeições diárias, enquanto as de tempo integral oferecem três a quatro, e as escolas agrícolas de tempo integral chegam a cinco ou seis refeições por dia.
“A alimentação é parte do processo de aprendizagem, não um item secundário. Quando o estudante está bem alimentado, ele consegue se concentrar, participar e se desenvolver com mais equilíbrio”, avalia o secretário de Educação, Alan Porto.
De acordo com o secretário, a Seduc segue priorizando a compra de alimentos in natura da agricultura familiar, com cardápio balanceado e nutritivo, incluindo frutas, verduras, laticínios e peixe semanalmente. “Qualidade de vida na escola também é política educacional”, acrescenta o secretário.
Já o investimento em uniformes soma R$ 97,3 milhões para alunos das unidades regulares, com kits compostos por duas camisetas, bermuda, calça, jaqueta em Tactel, dois pares de meias e tênis escolar. Para as escolas militares Tiradentes (PMMT) e Dom Pedro II (CBMMT), o aporte supera R$ 3,7 milhões, com itens como calça social, saia social, camisa social, além de gorros específicos de cada unidade.
“Uniforme não é só padronização, é dignidade e pertencimento. Quando o estudante tem o kit completo, reduzimos desigualdades visíveis e fortalecemos o sentimento de comunidade dentro da escola”, afirma Alan Porto.
O maior volume orçamentário está no recurso único, com R$ 203 milhões reservados para repasses descentralizados de até R$ 100 mil por escola, conforme o porte, destinados a pequenas reformas, manutenção predial e compra de equipamentos, com transferências diretas aos Conselhos Deliberativos (CDCE”s) via SigEduca, geralmente em duas etapas no ano (fevereiro e novembro).
“Esse modelo dá velocidade ao que antes demorava. A escola identifica a necessidade e consegue resolver com autonomia, transparência e responsabilidade. Isso preserva o prédio, melhora o funcionamento e cria um ambiente mais adequado para ensinar e aprender”, conclui o secretário.
Fonte Jornal de Mato Grosso


