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9 de fevereiro de 2026

Ácido hialurônico no pênis: entenda procedimento que virou polêmica nas Olimpíadas de Inverno

Ácido hialurônico no pênis: entenda procedimento que virou polêmica nas Olimpíadas de Inverno

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As Olimpíadas de Inverno de 2026 foram abertas oficialmente na última sexta-feira (6), na Itália. E, nem bem começaram as disputas em Milão e Cortina d’Ampezzo, uma notícia inusitada já roubou a cena: competidores do salto de esqui masculino estariam injetando ácido hialurônico no pênis para obter uma vantagem em relação aos adversários.

Apelidado de “Penisgate” pela imprensa estrangeira, o caso gerou grande ceticismo entre entusiastas do esporte, mas se baseia em uma premissa que, em tese, poderia realizar um velho sonho dos homens: fazer poucos centímetros a mais terem impacto equivalente a vários metros.

A boataria cresceu tanto que até a Agência Mundial Antidoping (WADA, na sigla em inglês) lançou uma investigação para avaliar se casos do tipo podem afetar a lisura do esporte e, talvez, até punir duramente os responsáveis no futuro.

Veja o que já se sabe sobre a polêmica.

Por que os esquiadores estariam injetando ácido no pênis?

A injeção de ácido hialurônico é, hoje, uma das principais técnicas de aumento peniano disponíveis no mercado. Seus impactos são temporários e ela não deixa o “membro” mais comprido: o ganho é, principalmente, em espessura.

Se ainda há muito debate sobre até que ponto esses aumentos modestos podem fazer diferença na cama, no esporte haveria uma vantagem clara: no salto de esqui, os competidores descem uma longa rampa em alta velocidade e, depois, tentam se manter no ar o máximo de tempo possível. Quem “voar” mais longe, ganha.

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Em teoria, quanto mais superfície corporal você tem, mais tecido se usa na roupa, e maiores as chances de “planar” um pouco mais. É aí que entra o pênis: garantindo alguns centímetros a mais na região pubiana, que poderia contribuir para criar um arrasto maior e manter a pessoa por mais tempo no ar, seria possível conseguir algum tipo de vantagem nos resultados.

Alguns cálculos sugerem que míseros 2 centímetros poderiam render até 5,8 metros extras no salto, uma diferença significativa: nas Olimpíadas de 2022, a distância entre ouro e prata no salto em rampa normal foi de 4,2 metros; já na pista longa, foi de apenas 3,3 metros.

Para garantir que ninguém use uma roupa com tecido em excesso, o traje liberado nas competições segue regras estritas, e precisa ser feito sob medida com base em um scanner corporal 3D. Mas, no momento, não há nenhuma regra impedindo que o atleta aumente artificialmente um pequeno apêndice do corpo para prolongar sua performance.

+Leia também: Ácido hialurônico não é tudo igual: conheça as diferenças

Mas isso está acontecendo mesmo?

Ainda não há certeza se as injeções de ácido hialurônico realmente são um problema disseminado no esporte, um caso isolado, ou mesmo algo que já tenha acontecido. A história toda começou com uma reportagem do Bild, um tabloide sensacionalista da Alemanha, que não citou nenhum caso específico e apenas mencionou rumores de bastidores.

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A investigação lançada pela WADA pode ajudar a elucidar se algum caso do tipo já ocorreu, mas é improvável que renda algum tipo de punição em um primeiro momento: hoje, a injeção de ácido hialurônico ainda não é considerada uma prática banida e nem configura doping, o que seria um dos atrativos para um atleta se submeter ao procedimento em busca de uma vantagem competitiva.

Uso e riscos do ácido hialurônico no pênis

O ácido hialurônico é uma técnica que promove o aumento peniano por meio do preenchimento. A substância é injetada no tecido subcutâneo e pode ser feita com fins puramente estéticos ou para aumentar a circunferência (mas não o comprimento).

Em média, o ganho é de 2 centímetros. Como ocorre com outros procedimentos envolvendo o ácido, os efeitos são temporários: em geral, mesmo no cenário mais duradouro, os efeitos desaparecem em no máximo um ano e meio.

O preenchimento com ácido hialurônico é considerado relativamente seguro, mas apresenta risco de complicações como qualquer outra intervenção do tipo. Inchaços e hematomas são os efeitos indesejados mais comuns.

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Em alguns casos, também podem ocorrer irregularidades na pele, que exigem a remoção usando injeções de hialuronidase, enzima que degrada o ácido hialurônico rapidamente para corrigir problemas.



Fonte.:Saúde Abril

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