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Introdução
Muitos evitam hidratar a pele oleosa, mas dermatologistas alertam: a falta de água causa efeito rebote, aumentando a produção de sebo. Descubra como o erro de não hidratar agrava a oleosidade e como produtos leves e específicos são essenciais para equilibrar sua pele, evitando o ciclo vicioso de ressecamento e mais óleo.
- O mito de que pele oleosa não precisa de hidratante é um erro comum que agrava a oleosidade.
- A desidratação da pele desencadeia o efeito rebote, estimulando maior produção de sebo.
- Uso excessivo de produtos adstringentes remove a proteção natural, causando inflamação e piora da acne.
- Hidratação adequada com produtos leves e não comedogênicos é crucial para equilibrar a pele.
- Ingredientes como ácido hialurônico e ceramidas são aliados na retenção de água e restauração da barreira cutânea.
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Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação da Editora Abril.
Um dos mitos mais comuns nos cuidados com a pele é a ideia de que quem tem pele oleosa deve evitar hidratantes. Esse erro, bastante difundido, acaba agravando justamente aquilo que se tenta controlar.
Dermatologistas alertam que oleosidade e hidratação são conceitos diferentes – e que a falta de água na pele pode desencadear um aumento ainda maior da produção de sebo.
Oleosidade não é sinônimo de pele hidratada
A oleosidade está relacionada à atividade das glândulas sebáceas, responsáveis pela produção de sebo. Já a hidratação diz respeito ao teor de água presente na pele e à integridade da barreira cutânea. Ter pele oleosa não significa, portanto, que ela esteja adequadamente hidratada.
Evidências científicas mostram que a desidratação da pele leva à disfunção da barreira cutânea, aumentando a perda de água transepidérmica. Em resposta a esse desequilíbrio, são ativados mecanismos compensatórios, entre eles o aumento da produção de sebo.
Esse fenômeno é conhecido como efeito rebote e explica por que muitas pessoas percebem a pele ainda mais oleosa após o uso excessivo de produtos secativos.
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O impacto do uso excessivo de produtos adstringentes
O uso frequente de sabonetes agressivos, tônicos adstringentes e tratamentos excessivamente secativos pode remover lipídios essenciais da pele. Estudos dermatológicos indicam que esse desequilíbrio favorece inflamação subclínica, sensibilidade cutânea e piora de quadros, como a acne.
Além disso, a pele desidratada torna-se mais vulnerável a irritações, descamação e até envelhecimento precoce. A tentativa de “secar” a pele acaba criando um ciclo vicioso: quanto mais se remove a proteção natural, mais o organismo tenta compensar produzindo óleo.
Hidratação adequada é parte do tratamento
A ciência dermatológica atual é clara ao afirmar que hidratar a pele oleosa não só é seguro, como necessário. O segredo está na escolha dos produtos corretos. Hidratantes com textura leve, formulações livres de óleo, não comedogênicas e específicas para peles oleosas ajudam a manter o equilíbrio hídrico sem obstruir os poros.
Ativos como ácido hialurônico, glicerina e ceramidas contribuem para a retenção de água e a restauração da barreira cutânea, reduzindo a inflamação e, consequentemente, a produção excessiva de sebo. Estudos mostram que a hidratação regular melhora a tolerância da pele a tratamentos antiacne e reduz efeitos colaterais como ressecamento e descamação.
Hidratar não é o oposto de tratar a oleosidade – é parte fundamental do tratamento. Quando a pele está equilibrada, ela se defende melhor, produz menos óleo em excesso e responde de forma mais eficaz às rotinas dermatológicas. O cuidado adequado não está em retirar tudo, mas em restaurar o que a pele precisa para funcionar bem.
*Flávia Alvim Sant Anna Addor, dermatologista, membro da Academia Americana de Dermatologia e sócia titular da Sociedade Brasileira de Dermatologia
(Este texto foi produzido em uma parceria exclusiva entre VEJA SAÚDE e Brazil Health)

Fonte.:Saúde Abril


