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11 de fevereiro de 2026

Lei da Anistia: o julgamento no STF que pode anular perdão a militares e apoiadores da ditadura acusados de sumir com Rubens Paiva e outros opositores

Lei da Anistia: o julgamento no STF que pode anular perdão a militares e apoiadores da ditadura acusados de sumir com Rubens Paiva e outros opositores

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Manifestantes protestam em 2019 contra a ditadura nas dependências do antigo Centro de Operações de Defesa Interna (DOI-CODI), na zona sul de São Paulo, em 30 de março de 2019. O DOI-CODI era um órgão subordinado ao Exército, responsável pela inteligência e repressão do governo brasileiro durante o regime instaurado pelo golpe militar de 1964.

Crédito, Getty Images

Tempo de leitura: 9 min

O Supremo Tribunal Federal (STF) julgará a partir de sexta-feira (13/2) um recurso que questiona se a Lei de Anistia tem mesmo validade para impedir o julgamento de acusados de atuar no desaparecimento de opositores da ditadura militar, regime que governou o Brasil entre 1964 e 1985.

A Lei da Anistia, de 1979, perdoou alguns crimes cometidos durante a ditadura, inclusive torturas e assassinatos de opositores do regime.

O Ministério Público Federal (MPF) argumenta nesse recurso, porém, que o desaparecimento de pessoas é um crime que não pode ser perdoado por ter duração permanente.

A decisão da Corte terá repercussão geral, ou seja, terá validade para todos os casos semelhantes, como o do deputado Rubens Paiva — seu assassinato e o desaparecimento de seu corpo foi tema do filme Ainda Estou Aqui, vencedor do Oscar de melhor filme internacional no ano passado.



Fonte.:BBC NEWS BRASIL

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