Ipe Moraes repete a fórmula que lota suas casas de alma ibérica e acerta de novo. O Bar Europa mantém o clima animado e o ambiente rústico-chique, mas troca Portugal e Espanha pela Itália, numa versão mais informal do restaurante Casa Europa. O forno elétrico no térreo é o trunfo: dele saem pizzas individuais de bordas altas e tostadas, sob consultoria de Deco Lima. O menu ainda traz boas conservas e massas — destaque para o agnolotti dal plin —, além de carta de vinhos generosa em taças e coquetéis caprichados. Tem tudo para seguir a sina dos irmãos mais velhos: casa cheia.
Alameda Gabriel Monteiro da Silva, 1333, Jardim Paulistano.
Hirá Izakaya
O Hirá Izakaya, no Jardim Paulista, traz o espírito do irmão da Vila Madalena, mas sem foco em lámen. O cardápio explora sabores japoneses variados, como o mabodofu — tofu em molho picante com lombo suíno moído — e o ebi mayo, camarão-rosa empanado servido com maionese picante e gema curada. Entre os destaques de massa, o tsukemen oferece fios frios para mergulhar no caldo quente de frango e porco, acompanhados de carne, ovo e algas. O ambiente tem balcão curvo e mesas com vista para a cozinha envidraçada e para a rua. Nos coquetéis, assinados por Michelly Rossi, o aka fuji combina gim, saquê, jerez fino e cordial de lichia.
Rua Bela Cintra, 1783, Jardim Paulista.

Lita
No Lita, o vinho é protagonista, mas a cozinha não fica atrás. Derivado do Nelita, o bar de Pinheiros combina balcão oval e adega envidraçada com um ambiente intimista que atrai casais e grupinhos amantes da bebida. A carta, com quase 400 rótulos e vinte opções em taça, é assinada pelo sócio Danyel Steinle. Na cozinha, sob supervisão de Tássia Magalhães, há pratos pequenos e bem executados, como a manjubinha com manteiga caseira e pão, ou os paccheri alla scarpariello, massa com molho de tomate e queijo Tulha. Para quem busca mais consistência, o saltimbocca combina bifinhos de vitela, presunto cru, sálvia, demi-glace e purê de couve-flor.
Rua Ferreira de Araújo, 333, Pinheiros.

P’Lek
Aberto em outubro nos Jardins, o P’Lek aposta na culinária tailandesa em porções pequenas e marcantes, ideais para acompanhar os coquetéis do bartender João Piccolo. O espaço, com globo espelhado e néons avermelhados, recebe casais e grupos em torno do balcão ou em mesas de canto. Entre os petiscos, as tiras de pele de frango fritas com pimenta seca e limão entregam crocância e sabor intenso. Nos pratos crus, o koi neua, carne bovina picadinha marinada com gema curada e molho de peixe, refresca e pica na medida, despertando o paladar. Os drinques, como o tang mo (cachaça gaseificada com melancia, azeitona preta e limão-taiti ), completam a experiência com frescor e personalidade.
Rua Doutor Melo Alves, 762, Jardim Paulista.

Sucinta Bar
Desde setembro, o Sucinta Bar ocupa uma casa de telhas aparentes e cimento queimado na Vila Anglo Brasileira. No salão rústico, a cozinha aberta revela o trabalho de Dadis Vilas Boas, chef e sócia que ganhou projeção no Top Chef e no projeto caseiro Pingue Aqui. Aqui, as porções são pequenas e variadas, com o Brasil como fio condutor, mas sem amarras. Vale começar pelo escabeche de sururu, avinagrado na medida, servido com pasta de feijão-branco para espalhar no pão. O carpaccio de abobrinha, leve e fresco, contrasta com a pasta de berinjela defumada e a crocância da farofa. O beef tataki, com ponzu de tucupi e gema marinada, forma uma combinação certeira. A carta de vinhos tem curadoria de Andrea Vilas Boas, irmã gêmea da chef, e os drinques seguem a trilha brasileira. Endereço acolhedor, de cozinha autoral e descomplicada.
Rua Félix Della Rosa, 86, Vila Anglo Brasileira.
Fonte.: Veja SP Abril


