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Introdução
A morte do ator James Van Der Beek, aos 48, por câncer colorretal chama atenção para a doença. Saiba o que é, seus sintomas, a preocupante alta incidência em jovens e a crucial importância da prevenção e do diagnóstico precoce através da colonoscopia.
- Ator James Van Der Beek morre aos 48 anos, vítima de câncer colorretal.
- Entenda o que é o câncer colorretal e como ele se desenvolve a partir de pólipos.
- A doença tem preocupado cada vez mais os jovens; conheça os fatores de risco.
- Fique atento aos sinais de alerta, como alterações intestinais e sangue nas fezes.
- Saiba como a prevenção e a colonoscopia são cruciais para o diagnóstico precoce e cura.
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Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação da Editora Abril.
James Van Der Beek, ator conhecido por protagonizar a série “Dawson’s Creek”, morreu nesta quarta-feira (11), aos 48 anos. A notícia foi divulgada pela família do artista em seu perfil no Instagram. Ele enfrentava um câncer colorretal, diagnóstico que divulgou publicamente em novembro de 2024.
O artista contou em entrevistas para a imprensa norte-americana que buscou o diagnóstico após notar alterações intestinais durante o verão de 2023. Inicialmente, ele teria atribuído os sintomas ao consumo excessivo de café. Com a persistência dos desconfortos, realizou uma colonoscopia, exame que revelou um câncer em estágio 3.
Este nível, também chamado de “localmente avançado”, indica que o tumor cresceu significativamente e se espalhou para tecidos próximos, mas ainda sem atingir órgãos distantes (o que é conhecido como metástase).
O que é o câncer colorretal
O câncer colorretal — também chamado de câncer de intestino ou de cólon e reto — é um tumor que se desenvolve na porção final do trato digestivo, que inclui o intestino grosso (cólon) e o reto, a parte que antecede o ânus.
O quadro é caracterizado como um dos tumores mais frequentes no Brasil, tanto em homens quanto em mulheres. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), o país registra cerca de 45 mil novos casos por ano. Já mundialmente, ele é o segundo tipo de tumor que mais acomete mulheres e o terceiro mais incidente em homens.
Na maioria das vezes, essa neoplasia começa com pequenas lesões, chamadas de pólipos, que crescem na parede interna do intestino. Elas se parecem com caroços ou verrugas e surgem a partir de um crescimento anormal de células nos órgãos.
Geralmente, os pólipos são benignos. No entanto, considera-se que as células que o formam podem estar em transição entre comuns e cancerígenas. Por isso, ao longo dos anos, eles podem sofrer alterações e se transformar em tumores malignos.
É aí que mora a importância da colonoscopia. O exame avalia o interior do intestino e permite não só detectar lesões suspeitas, mas também remover pólipos imediatamente, antes que evoluam.

A doença preocupa cada vez mais os jovens
Tradicionalmente, o câncer colorretal era mais comum após os 50 anos. No entanto, estudos recentes vêm mostrando uma mudança nesse padrão e casos como o do ator, diagnosticado por volta dos 45, estão mais frequentes.
Não à toa, uma análise publicada na revista The Lancet identificou um aumento na incidência da doença em adultos jovens de 27 países. No contexto do Brasil, segundo especialistas, a tendência também está presente.
As razões para isso ainda estão em investigação, mas acredita-se que, entre os possíveis fatores, estão as mudanças no estilo de vida da população.
“Os principais fatores de risco estão associados a questões comportamentais, como obesidade, sedentarismo, consumo regular de álcool e tabaco e baixo consumo de fibras, frutas, vegetais e carnes magras”, explicou, em entrevista para VEJA SAÚDE, a médica Vanessa Montes, coordenadora da oncologia do Hospital Gilson de Cássia Marques, unidade gerenciada pelo Einstein Hospital Israelita.
Além disso, a dieta rica em alimentos ultraprocessados e carnes processadas também figuram como forte candidata à causa da doença. Ainda, alterações no microbioma intestinal (o conjunto de bactérias que habitam o intestino) estão entre as hipóteses estudadas como fatores de risco.
Vale dizer, ainda, que questões genéticas e histórico familiar exercem um importante papel nesse tipo de câncer. Quando há predisposição hereditária somada a hábitos de vida inadequados, o desenvolvimento da doença tende a ocorrer mais precocemente.
Quais são os sinais de alerta?
Um dos desafios principais desafios do câncer colorretal é que ele pode ser assintomático nas fases iniciais. Apesar disso, quando aparecem, os sinais mais comuns incluem:
- Mudança persistente no hábito intestinal (como diarreia ou prisão de ventre frequentes);
- Sensação de evacuação incompleta;
- Sangue nas fezes (visível ou detectado em exames);
- Dor ou desconforto abdominal frequente;
- Perda de peso sem causa aparente;
- Anemia
Esses sintomas, é claro, não significam necessariamente câncer. Afinal, eles podem estar associados a outras condições, como hemorroidas ou síndrome do intestino irritável. Ainda assim, especialmente quando persistem por semanas, eles merecem investigação.
A importância da prevenção e diagnóstico
Como a doença costuma se desenvolver lentamente, há uma janela importante para prevenção e diagnóstico precoce. Por isso, diretrizes médicas recomendam iniciar o rastreamento a partir dos 45 anos.
Para pessoas com histórico familiar ou doenças inflamatórias intestinais, a investigação deve ser feita ainda antes.
Quando detectado precocemente, o câncer colorretal tem altas taxas de cura. Já em estágios mais avançados, como o de Van Der Beek, o tratamento tem menor chance de sucesso e pode envolver cirurgias, quimioterapia, radioterapia ou terapias-alvo e imunoterapia.
Como destacado pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica (SBOC), a colonoscopia é o exame padrão ouro para esse diagnóstico. Para pessoas sem histórico familiar ou fatores de risco específicos, a recomendação é, além de iniciar o check-up ao completar 45 anos, repetir o exame a cada 10 anos.
Além disso, antes mesmo da chegada a essa etapa, é preciso pensar em prevenção. Para tanto, as principais orientações do Ministério da Saúde são praticar atividade física regular, com, pelo menos, 150 minutos de exercícios na semana, e dar preferência ao consumo de alimentos in natura ou minimamente processados.
Além disso, a pasta orienta a:
- Manter o peso adequado;
- Reduzir o consumo de óleos, gorduras, sal e açúcar;
- Evitar alimentos ultraprocessados;
- Consumir pelo menos três porções de frutas e três porções de legumes e verduras ao dia;
- Preferir cereais integrais, como arroz, pães, aveia, cevada e outros (veja mais dicas no nutricao.saude.gov.br);
- Beber pelo menos dois litros (seis a oito copos) de água por dia;
- Reduzir o consumo de carnes vermelhas;
- Evitar carnes salgadas e processadas, como presunto, mortadela, bacon, linguiça, salsicha e outros embutidos e defumados;
- Evitar ou reduzir o consumo de bebidas alcoólicas;
- Não fumar e evitar ambientes onde outras pessoas estejam fumando.
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Fonte.:Saúde Abril


