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Introdução
Brasileiros passam mais de nove horas por dia online, muito acima da média global. Com 28% buscando se desconectar, a campanha “Fevereiro Sem Celular” surge como solução. Veja dicas para retomar o controle e aproveitar a vida offline.
- Tempo recorde: Brasileiros ficam 9h13 por dia conectados, mais de 2h acima da média global.
- Desejo de mudança: Quase 30% dos entrevistados querem se desconectar e viver mais offline.
- Desafio global: Campanha “Fevereiro Sem Celular” oferece guias para retomar o controle do uso.
- Impacto na saúde: Excesso de tela contribui para depressão, ansiedade e problemas de sono.
- Dicas práticas: O movimento sugere estratégias para se afastar do celular, como criar novos hobbies e não dormir com o aparelho por perto.
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Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação da Editora Abril.
Segundo um levantamento realizado pela consultoria Bain & Company, os brasileiros passam 9h13 por dia conectados à internet — mais de duas horas a mais do que a média global, de 6h38. A principal tentação está na palma da mão: os celulares, maquininhas cuidadosamente desenhadas para roubar a nossa atenção.
De acordo com a pesquisa, divulgada em setembro de 2025, passar horas no mundo digital é a segunda atividade mais comum no tempo livre do brasileiro, perdendo apenas para as tarefas domésticas. E tem muita gente insatisfeita com isso. Cerca de um quarto dos entrevistados (28%) gostaria de mudar os hábitos e voltar a desfrutar momentos offline.
Essa é uma tendência global e, por isso, a organização internacional Global Solidarity Foundation lançou a campanha “Fevereiro Sem Celular” (Phone Free February, em inglês), com dicas para ajudar as pessoas a se desconectarem e recuperarem a capacidade de prestarem atenção de forma contínua e até melhorar aspectos de sua saúde mental.
Estudos apontam que aqueles que ficam mais tempo em frente às telas sofrem com maiores taxas de depressão e ansiedade, além de distúrbios do sono, como a insônia. Afastar-se do problema, porém, exige diferentes estratégias.
“Os smartphones são projetados para serem irresistíveis. Seu design viciante nos faz checar nossos dispositivos uma média de 221 vezes por dia — propositalmente, não por acas”, explica a organização no site oficial da campanha. “Empresas de tecnologia empregam milhares de engenheiros especificamente para maximizar o engajamento e explorar vulnerabilidades psicológicas. Isso não é uma falha pessoal; é um ataque coordenado à nossa atenção.“
Para aderir à iniciativa, basta cadastrar-se no site Phone Free February, optando por um dos níveis de “desconexão” que você quer atingir (afastar-se das telas por algum momento do dia ou de forma completa) e contar qual ou quais são os seus objetivos com isso (melhorar o sono, aumentar a produtividade no trabalho, ter mais tempo de qualidade com família e amigos…).
Por e-mail, você vai receber um e-book com orientações para te ajudar a ficar longe do celular por longos períodos. O material é todo em inglês e pode ser consultado e utilizado em qualquer momento do ano, não apenas em fevereiro. Assim, você pode dar continuidade a novos hábitos ou voltar e tentar novamente caso tenha caído em tentação. Afinal, os aparelhos são construídos para nos prender a eles.
A seguir, confira cinco dicas práticas para juntar-se ao movimento e permanecer desconectado.
1. Não durma com o celular por perto
Seja pela luz azul, seja pela enxurrada de estímulos e informações, as telas são conhecidas vilãs do nosso sono. Para ter noites mais tranquilas, sem enrolação nem interrupções, considere deixar o celular fora do quarto e até colocá-lo para dormir antes de você mesmo ir para a cama.
A Academia Brasileira do Sono (ABS) recomenda que deixemos de lado celulares, tablets e TVs de lado ao menos uma hora antes de dormir. Para não ficar espiando os dispositivos, deixe-os longe da cama — preferencialmente em outro cômodo da casa, dentro de alguma gaveta ou caixa, onde também seja fácil de achar na manhã seguinte e quando precise intencionalmente usá-lo.
Esse é um bom momento para recarregar o celular e também a sua energia, com noites de, no mínimo, oito horas de sono.
2. Use um alarme à moda antiga
Considere usar um alarme analógico para acordar sem o celular. Assim, você perderá menos tempo na sua manhã e não ficará rolando o feed das redes sociais inconscientemente antes mesmo de levantar da cama.
Tenha a manhã livre para fazer sua rotina de higiene, alimentar-se e se preparar para o dia antes de checar notificações.
3. Limite o tempo nas redes sociais
Há aplicativos que bloqueiam o acesso a outras ferramentas, como as redes sociais, caso você atinja um limite de tempo estabelecido para elas. Seja realista ao definir esses limites e faça isso de maneira gradual.
Se você costuma passar duas horas por dia entre TikTok, Instagram e X, vai ser muito difícil mudar para 10 minutos de um dia para o outro. Reduza esse tempo pela metade e, quanto estiver cumprindo a meta frequentemente, diminua mais, até chegar no nível que você considere o ideal.
Delete aplicativos que você não usa ou quer excluir de vez do seu dia a dia e desligue as notificações para não ser interrompido ao longo da sua jornada diária. Atente-se apenas aos alertas essenciais.
4. Tenha hobbies
Sabe aquele instrumento que você quer muito aprender a tocar, ou os livros que estão acumulando pó na estante, os amigos que você não vê há tempos? Essa é a hora de trazer esses e outros prazeres para a rotina!
O movimento “Fevereiro Sem Celular” recomenda que você dedique, no mínimo, 30 minutos do seu dia para um hobby. Vale fazer origami, ir ao teatro, aprender um novo esporte, cultivar um diário, cuidar de plantas, cozinhar… Encaixe o que você tenha vontade genuína de fazer na sua agenda.
Vai ajudar bastante se elas estiverem também ao seu alcance. Então, espalhe livros, revistas, instrumentos e outros objetos pela sua casa para se manter ativo e entretido longe do celular.
5. Avise família e amigos sobre seus objetivos
Informe-os de que você está participando do desafio e quer cultivar novos hábitos. O apoio de quem convive com você pode ser decisivo para o sucesso do experimento e também pode encorajar outras pessoas a usufruírem mais a vida longe das telas.
Fonte.:Saúde Abril


