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16 de fevereiro de 2026

A ciência das almas gêmeas: existe mesmo alguém que ‘foi feito para você’?

A ciência das almas gêmeas: existe mesmo alguém que ‘foi feito para você’?

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Recorte em papel de dois balões de conversa em forma de coração vermelho, atraídos um pelo outro, sobre fundo rosa

Crédito, Getty Images

Legenda da foto, Como um casal pode construir sua própria “pessoa certa”?

    • Author, Pallab Ghosh
    • Role, Correspondente de Ciência, BBC News
  • Tempo de leitura: 11 min

Em datas associadas ao amor — como 14 de fevereiro, considerado o Dia dos Namorados em vários países — surge a tentação de acreditar que, em algum lugar, existe “a pessoa certa”: a alma gêmea, o par perfeito, alguém com quem você estava destinado a ficar.

Ao longo da história, os seres humanos sempre se sentiram atraídos pela ideia de que o amor não é aleatório. Na Grécia antiga, Platão imaginou que já fomos seres completos, com quatro braços, quatro pernas e dois rostos, tão radiantes que Zeus nos dividiu ao meio. Desde então, cada metade vagueia pela Terra em busca da outra metade, um mito que deu à noção moderna de alma gêmea sua origem poética e a promessa de que, em algum lugar, alguém nos fará sentir completos.

Na Idade Média, os trovadores e as lendas arturianas transformaram esse anseio no chamado “amor cortês”, uma devoção intensa e muitas vezes proibida, como a de Lancelot por Guinevere, na qual o cavaleiro demonstrava seu valor por meio do sacrifício pessoal por uma amada que talvez jamais pudesse declarar publicamente.

Uma montagem de duas imagens: um desenho de Platão e um close em uma estátua de Zeus

Crédito, Getty Images

Legenda da foto, Platão (à esquerda) imaginou que os seres humanos eram originalmente completos, com quatro braços, quatro pernas e dois rostos, até serem divididos por Zeus (à direita), passando então a buscar sua outra metade

No Renascimento, autores como William Shakespeare (1564-1616) falavam em “amantes marcados pelas estrelas”, casais unidos por uma conexão avassaladora, mas separados por família, circunstâncias ou destino, como se o próprio universo escrevesse a história de amor e, ao mesmo tempo, impedisse um final feliz.

Em tempos mais recentes, Hollywood e os romances venderam histórias de amor dignas de contos de fadas.



Fonte.:BBC NEWS BRASIL

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