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Introdução
O verão esconde perigos invisíveis: bactérias e vírus à espreita em praias e cidades litorâneas. Higiene precária e falta de refrigeração contaminam alimentos e água, causando distúrbios gastrointestinais. Saiba como se proteger para aproveitar sem sustos.
- Atenção à higiene de alimentos e bebidas de vendedores ambulantes e barracas.
- Praias impróprias para banho e esgoto clandestino: riscos invisíveis na água.
- Infraestrutura precária em cidades litorâneas e a qualidade da água em casas alugadas.
- Sintomas como diarreia e vômito: o que fazer e quando procurar ajuda médica.
- Dicas essenciais para prevenir doenças gastrointestinais e aproveitar o verão com saúde.
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Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação da Editora Abril.
Sob o sol escaldante na praia, a raspadinha e as garrafas coloridas enfileiradas no carrinho do vendedor parecem irresistíveis. De onde veio o gelo? Em que condições foram engarrafados os xaropes com os sabores? Pouca gente se faz essas perguntas.
Tem outras: onde foi conservado o camarão ou peixe do petisco que será servido enquanto você curte? Na barraca de sucos e drinks, quem manipula o tempo todo copos, garrafas, liquidificador, dosador, coqueteleira, frutas e facas tem uma torneira do lado para lavar as mãos com frequência ou luvas para trocar a cada preparo?
E por que tem tanta gente no mar se a placa vermelha informa que aquela praia é imprópria para banho?
Sugerir questões como essas pode parecer, à primeira vista, coisa de um estraga-prazeres. Mas é justamente o oposto, pois elas nos levam a prestar atenção em algo que não enxergamos e que pode ameaçar as viagens do verão: bactérias e vírus.
Eles se proliferam com a combinação de calor e condições de higiene e refrigeração que deixam a desejar, contaminando água e alimentos e provocando distúrbios gastrointestinais como a gastroenterite. Aí, os micro-organismos “invisíveis” dão sinal de vida na forma de diarreia, náuseas, vômitos, febre, dor abdominal e mal-estar, podendo até chegar a quadros bem graves.
Essas ameaças à saúde não estão presentes apenas na beira da praia. Algumas cidades litorâneas não têm estrutura para atender o enorme aumento da população durante a temporada. Falta de água é uma constante. E, quando há caixa d’água, pouca gente sabe quando foi feita a última limpeza do reservatório, principalmente no caso de casas e apartamentos alugados para o período.
Mesmo quem tem o cuidado de beber só água mineral ou filtrada pode ser contaminado ao escovar os dentes, por exemplo, se acabar bebendo um gole mínimo. Outro vilão é o esgoto clandestino, mas, mesmo o sistema de coleta e tratamento existente não costuma dar conta do crescimento da demanda.
O que fazer em caso de sintomas
Em caso de sintomas, a recomendação é manter uma boa hidratação com água, sucos, isotônicos ou mesmo soro caseiro, dieta leve e repouso. A maioria das pessoas com distúrbios gastrointestinais provocados por esses microrganismos melhora espontaneamente.
No entanto, caso sintomas como vômitos e diarreia persistam, é importante buscar atendimento médico, lembrando que crianças e idosos são os mais vulneráveis. Em alguns quadros de infecção intestinal, podem ser indicados antibióticos.
E hoje, com o exame de PCR das fezes, que traz resultados rápidos (ao contrário da cultura de fezes que demora uma semana ou mais), podemos saber até no mesmo dia quais são os vírus e/ou bactérias causadoras do distúrbio e administrar um antibiótico específico.
Mas o melhor, claro, é tentar prevenir as doenças intestinais. Como? Adotando hábitos: beber apenas água mineral ou filtrada; comprar ou consumir alimentos e bebidas apenas de estabelecimentos em que você confie, evitando os de origem duvidosa; e observar com atenção qualquer indício de falta de higiene ou de conservação inadequada.
No mais, é aproveitar o verão – sem esquecer protetor solar, chapéu e outros itens para se proteger da radiação do sol.
Fonte.:Saúde Abril


