
Ler Resumo
Introdução
A influenciadora Giulia Costa revelou conviver com dermatilomania, transtorno compulsivo de ferir a própria pele. Ligado a estresse e ansiedade, pode afetar até 2% da população, causando lesões e impactando a autoestima. Entenda a condição, seus gatilhos, diagnóstico e as abordagens de tratamento.
- Giulia Costa: A influenciadora trouxe visibilidade à dermatilomania ao falar de seu diagnóstico e processo de recuperação.
- O que é: Dermatilomania é a compulsão por cutucar, coçar ou ferir a própria pele, muitas vezes de forma inconsciente.
- Causas e gatilhos: Relacionada a estresse, ansiedade e transtornos obsessivo-compulsivos, com possível componente genético.
- Impactos na saúde: Causa lesões físicas, cicatrizes, risco de infecções e afeta significativamente a autoestima.
- Diagnóstico e tratamento: Exige avaliação de um profissional de saúde mental e geralmente envolve psicoterapia (TCC), podendo incluir medicamentos em casos graves.
Este resumo foi útil?
Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação da Editora Abril.
A influenciadora Giulia Costa, filha da atriz Flávia Alessandra, revelou em entrevista recente que convive com um diagnóstico de dermatilomania.
Embora seja relativamente desconhecido por esse nome, o transtorno é bem mais identificável por seu sintoma característico: uma compulsão por cutucar, coçar ou ferir a própria pele.
Muitas vezes relacionado a situações estressantes, que também servem de gatilho, esse problema é enquadrado no grupo dos transtornos obsessivo-compulsivos, e pode causar lesões físicas e impactos na autoestima de quem convive com ele.
No caso de Giulia, ela celebrou que pôde passar o Carnaval deste ano “com o corpo mais de fora”, um passo importante no processo de recuperação. “Tudo é válido, cada conquista é válida”, declarou.
Conheça mais sobre a condição.
O que é a dermatilomania e como ela surge?
Também conhecida como dermatotilexomania ou transtorno de escoriação, a dermatilomania é o comportamento impulsivo e compulsivo de lesionar a própria pele. Estima-se que ela pode afetar até 2% da população e, embora no passado tenha sido considerada uma condição que acometia uma maioria esmagadora de mulheres, estudos mais recentes indicam que até 45% dos pacientes são homens.
Parece haver um componente genético na propensão a desenvolver a dermatilomania, mas o aparecimento dos sintomas costuma estar relacionado a gatilhos como estresse e ansiedade. O ato de cutucar, coçar e ferir a própria pele pode servir como um mecanismo para enfrentar essas situações. Muitas vezes, de forma inconsciente: a pessoa nem percebe que está fazendo aquilo.
Pacientes com dermatilomania podem passar horas produzindo escoriações em lugares específicos da pele, gerando feridas que podem expor o corpo a outros problemas: além dos impactos na autoestima, em função das cicatrizes, também podem ocorrer infecções a partir das lesões abertas.
Como é o diagnóstico? Tem tratamento?
O diagnóstico da dermatilomania costuma levar em conta uma avaliação física das lesões, a frequência do ato e os eventuais gatilhos para que ele ocorra. Por se tratar de um transtorno psiquiátrico, é fundamental a análise por um profissional especializado em saúde mental, inclusive para diferenciar o problema de outros que podem render sintomas parecidos.
O tratamento costuma exigir abordagens psicoterapêuticas, como a terapia cognitivo-comportamental. Em casos mais graves, pode haver uma combinação com medicamentos, como antidepressivos ou mesmo anticonvulsivantes, que contribuem no controle de movimentos involuntários como os do transtorno da escoriação.
As melhores técnicas, porém, podem variar de paciente para paciente, exigindo avaliação individualizada das características de cada situação.
Fonte.:Saúde Abril


