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Introdução
Uma ampla revisão científica valida o poder dos exercícios físicos no tratamento da depressão e ansiedade. O estudo revela como a interação social potencializa os benefícios e quais atividades são mais eficazes para cada transtorno, consolidando o esporte como um importante aliado da saúde mental, com resultados comparáveis a tratamentos convencionais.
- A interação social em atividades físicas potencializa os benefícios para a saúde mental.
- Há exercícios específicos mais indicados: aeróbicos e de resistência para depressão; ioga e baixa intensidade para ansiedade.
- A prática esportiva pode complementar tratamentos psiquiátricos e psicoterapêuticos.
- Os resultados da atividade física na remissão de sintomas podem ser comparáveis aos de terapias convencionais.
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Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação da Editora Abril.
Não é de hoje que psicoterapeutas e psiquiatras discutem a importância dos exercícios físicos no auxílio ao tratamento de transtornos mentais como depressão e ansiedade. Empiricamente, é possível observar os impactos positivos dessas atividades no quadro geral de saúde mental dos pacientes, mas algumas perguntas ficavam em aberto na maioria das pesquisas no campo.
Pelo menos até recentemente, quando foi publicada, no British Journal of Sports Medicine, uma grande revisão de artigos científicos sobre o assunto, reunindo os resultados de mais de mil pesquisas que avaliaram quase 80 mil participantes, entre 10 e 90 anos de idade, de diversos países.
Essa revisão pode ajudar os profissionais de saúde mental que consideram a prática esportiva dos seus pacientes como um auxílio importante aos tratamentos convencionais. Os resultados mostram que a remissão de sintomas ansiosos ou depressivos era mais expressiva em atividades esportivas que permitem a interação social.
Grupos de caminhada, corrida e pedalada são exemplos deste tipo de atividade. A formação de vínculos, a sensação de pertencimento, acompanhadas da camaradagem e incentivo mútuo comuns de ocorrerem nestes e em outros ambientes, como em aulas de dança, ginástica e até mesmo no convívio em clubes e academias, têm um efeito psicológico positivo que parecem se somar aos benefícios que a própria prática esportiva gera.
Qual exercício é mais indicado para cada transtorno mental?
A pesquisa mostra ainda que existem exercícios que tendem a ser mais eficazes para cada tipo de diagnóstico.
Os estudos apontam que os casos de depressão respondem melhor aos exercícios aeróbicos e de resistência, de intensidade moderada, por mais de 3 dias por semana e de longa duração, ou seja, por um período maior do que 24 semanas.
Por outro lado, os casos de ansiedade respondem bem tanto aos exercícios aeróbicos, de resistência e às práticas que envolvem mente e corpo, como ioga, qigong e tai chi.
No entanto, o trabalho com melhores resultados para a remissão de sintomas relacionados aos quadros ansiosos envolveu exercícios de baixa intensidade, por menos de 3 dias semanais e uma duração de até 8 semanas.
+Leia também: Dor e depressão andam juntas? Os elos cerebrais entre dor e tristeza
Exercício pode complementar psicoterapia e psiquiatria
São resultados importantes que podem trazer impactos positivos para a saúde física e mental de milhares de pessoas.
Sobretudo porque, segundo as descobertas extraídas desses milhares de documentos científicos utilizados nesta grande revisão, os resultados positivos na diminuição dos sintomas de depressão e ansiedade alcançados pelos tratamentos psiquiátricos, pelas psicoterapias e pela prática esportiva são parecidos.
A prática de esportes desponta como uma boa opção no cuidado com a saúde mental quando combinada com a psicoterapia e/ou a psiquiatria; algo a ser sempre considerado para quem já cuida da mente para viver em equilíbrio, mas que não deseja recorrer aos medicamentos.
Fonte.:Saúde Abril


