A riqueza cultural e histórica de Gênova, capital da região da Ligúria, no norte da Itália, está muito associada às suas tradicionais atividades portuárias – que seguem relevantes até hoje. Durante séculos um dos principais polos comerciais do Mediterrâneo, a terra natal de Cristóvão Colombo recebe agora um novo projeto de revitalização, o Waterfront di Levante.
O design é assinado pelo escritório do renomado arquiteto Renzo Piano e busca transformar o local, uma área portuária industrial que esteve por muito tempo em desuso, em um bairro moderno e sustentável. A proposta visa a construção de escritórios e apartamentos, áreas de lazer, valendo-se sempre de uma encantadora paisagem à beira-mar.
Descubra mais detalhes sobre o projeto.
Duas Gênovas em uma
A construção do Waterfront di Levante passa a oferecer um estilo ligeiramente distinto daquele frequentemente associado a Gênova. Uma singela caminhada pelo centro histórico da cidade – reconhecido como Patrimônio Mundial da Unesco – permite que o visitante se perca em meio à tradição. A cidade é conhecida pelos caruggi, as ruelas estreitas ladeada por casas muito altas, e também por seu Porto Antigo, local que concentra parte fundamental da memória marítima da região.
Contudo, o complexo idealizado por Renzo Piano, além de representar a maior intervenção urbana realizada na cidade em quatro décadas, distingue-se por um design futurista ancorado em tecnologias sustentáveis. O projeto integra não só edifícios residenciais, mas também espaços dedicados a práticas esportivas, coworking, recreação infantil e extensas áreas verdes. As obras começaram em 2020 e estão próximas da conclusão, embora um pouco atrasadas: originalmente, a ideia era que o complexo estivesse inteiramente operacional ainda em 2025.

Parte do projeto busca criar um parque urbano capaz de conectar o novo bairro à cidade antiga. Estruturado como uma faixa verde que se estende até a costa, o percurso acompanha as muralhas históricas do município e desemboca no Porto Antigo.
Energia limpa e outras atrações
Sem perder de vista pautas relacionadas à preservação da vida marinha, o projeto pretende abrigar escritórios de startups ligadas à economia azul, ou seja, voltadas ao uso consciente de recursos oceânicos e costeiros. A ideia é que os edifícios sejam abastecidos por energia renovável, enquanto minimizam o consumo de eletricidade: as enormes fachadas de vidro nas residências facilitam a entrada de luz natural, a água do canal é usada para aquecimento e refrigeração e cada telhado conta com painéis solares.
Outro ponto central do desenvolvimento é a restauração de uma arena esportiva dos anos 1960, o Palasport. Totalmente renovado, o novo endereço já recebeu seu primeiro evento e conta com capacidade para até cinco mil espectadores, além de integrar um shopping e uma praça de alimentação.
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Fonte.:Viagen


