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Introdução
O fígado bovino é nutritivo, mas seu preparo gera dúvidas. Descubra se precisa lavar, o benefício do molho em leite para o sabor e, principalmente, as dicas essenciais para cozinhá-lo com segurança. Um guia prático para aproveitar esse alimento cheio de vitaminas e ferro.
- Fígado bovino: fonte rica em proteínas, ferro, cobre e vitamina A.
- Lavar o fígado é contraindicado por risco de contaminação cruzada.
- Deixar de molho em leite amacia e reduz o amargor (até 2 horas).
- Cozinhá-lo por completo é crucial: atingir 74°C elimina bactérias perigosas.
- Dicas para um preparo seguro e palatável, desmistificando métodos comuns.
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Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação da Editora Abril.
O fígado bovino é um alimento cheio de nutrientes benéficos à saúde. Ainda que seu sabor não agrade todo mundo, ele é uma excelente fonte de proteínas, ferro, cobre e vitamina A. Consumido com moderação (pois ele também é rico em colesterol), ele pode ser uma ótima pedida para quem não tem contraindicações prévias.
Mas, até pela resistência que seu gosto gera, quem não está acostumado a lidar com essa víscera na alimentação pode penar na hora de introduzi-la no dia a dia. Afinal, não faltam recomendações sobre a melhor maneira de cozinhá-la: lavar antes, deixar de molho (em leite!), cozinhar por completo…
Afinal, precisa mesmo fazer tudo isso? Confira abaixo o que é necessário para preparar adequadamente o fígado bovino.
Precisa lavar? E deixar de molho?
Em termos de segurança alimentar, lavar o fígado não é necessário. Na verdade, é até contraindicado, como ocorre também com carnes: ao fazer a lavagem na pia da cozinha, como é o mais comum, há uma grande chance de encher o ambiente de micro-organismos que se espalham com a água respingada, aumentando o risco de contaminação cruzada com outros alimentos.
Mas, ainda assim, muitas receitas sugerem lavar o fígado como uma maneira de “remover impurezas”, tirar seu gosto metálico e torná-lo mais palatável. Se esse é o seu objetivo, uma ideia melhor pode ser deixar o fígado de molho em leite: o contato com o ácido lático ajuda a tornar o bife mais macio, além de reduzir o amargor.
Deixe no leite por pelo menos meia hora, mas não ultrapasse duas horas, já que ele pode se tornar excessivamente mole e “esponjoso”, com uma textura desagradável na direção oposta. Ao remover do leite, não lave: em vez disso, use um papel toalha limpo e vá secando lentamente o corte de fígado para remover o excesso de líquidos.
Vale reforçar que deixar o fígado bovino no leite não é um passo obrigatório pensando puramente em uma preparação saudável, mas é fortemente indicado para tornar a experiência de comê-lo mais agradável!
A recomendação de segurança que precisa ser seguida
Uma orientação que não pode ser ignorada na hora de preparar o fígado é cozinhá-lo bem. O fígado mal passado pode conter bactérias danosas à saúde, como a Campylobacter e a Salmonella, entre outros riscos que não se resumem à intoxicação alimentar.
Para garantir que os microrganismos perigosos sejam eliminados, a temperatura interior deve atingir pelo menos 74 °C no cozimento. Pesquise previamente o tempo necessário para cozinhar um corte do tamanho que você está utilizando e, caso siga em dúvidas, pode ser uma boa ideia investir em um termômetro culinário.
Fonte.:Saúde Abril


