O Irã anunciou que deu início ao processo de sucessão do aiatolá Ali Khamenei, chefe supremo do regime que foi morto no ataque coordenado por Israel e Estados Unidos ao país persa no sábado (28).
O anúncio foi feito pelo presidente do país, Masoud Pezeshkian, neste domingo (1º), depois de dizer que o ataque foi uma declaração de guerra e prometer vingança.
Quem assume as funções do sacerdote assassinado é o Conselho Interino de Segurança sob o comando aiatolá Alireza Arafi. O sucessor de fato de Khamenei só vai ser eleito quando a chamada Assembleia dos Peritos, que tem 88 integrantes, se reunir —o que tem prazo pra acontecer.
Em entrevista à imprensa americana, o presidente Donald Trump disse que as novas lideranças iranianas já pediram para conversar e que ele aceitou.
Enquanto isso, o domingo foi de novas hostilidades. O Irã atacou embarcações americanas na região, além de países árabes aliados de Washington e Israel. Tel Aviv, por sua vez, lançou novos ataques à capital do país inimigo, Teerã. E os Estados Unidos dizem ter afundado nove petroleiros iranianos, além de terem atingido a sede da Marinha do país.
O Café desta segunda-feira (2) discute os próximos passos desse conflito e o que acontece com o regime do Irã depois da morte de várias de suas lideranças. A pesquisadora sênior na Universidade de Kassel, na Alemanha, Luíza Cerioli, especialista em relações internacionais e geopolítica, avalia a dimensão do conflito e explica o processo de transição.
O programa de áudio é publicado no Spotify, serviço de streaming parceiro da Folha na iniciativa e que é especializado em música, podcast e vídeo. É possível ouvir o episódio clicando acima. Para acessar no aplicativo, basta se cadastrar gratuitamente.
O Café da Manhã é publicado de segunda a sexta-feira, sempre no começo do dia. O episódio é apresentado pela jornalista Gabriela Mayer, com produção de Daniel Castro, Maurício Meireles e Gustavo Luiz. A edição de som é de Thomé Granemann.
Fonte.:Folha de S.Paulo


