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7 de março de 2026

10 passeios culturais (e fundamentais) em Belo Horizonte

10 passeios culturais (e fundamentais) em Belo Horizonte

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Belo Horizonte entrega atrações culturais que ocupam dias – e quilômetros – com facilidade. Entre igrejas modernistas à beira da lagoa, palácios do século 19 transformados em museus e murais gigantes que colorem edifícios no centro, a capital mineira faz com que a arte e a história se tornem parte do cotidiano.

Se a Pampulha e a Praça da Liberdade são dois dos principais polos culturais da cidade, vale também olhar para a arte urbana do hipercentro e para bairros como a Lagoinha, que vivem um processo de ressignificação. Confira 10 atrações culturais interessantes em Belo Horizonte.

CIRCUITO LIBERDADE

Com jardins inspirados no francês Palácio de Versalhes e prédios históricos como o icônico Edifício Niemeyer, de fachada curvilínea, a Praça da Liberdade foi por muito tempo o centro do poder político mineiro. A partir de 2010, o Circuito Cultural Praça da Liberdade, hoje Circuito Liberdade, se consolidou como um conjunto integrado de equipamentos culturais, reunindo museus, biblioteca, centros de formação e espaços de exposições.

Em 2021, o circuito foi expandido para abranger a área definida pelo projeto original de 1895, delimitada pela Avenida do Contorno. Com isso, ele passou a incluir lugares como o Museu dos Militares Mineiros, a Sala Minas Gerais, o Palácio das Artes e a Casa Funarte Liberdade. O ponto de maior interesse dos turistas, por ser também o mais fotogênico, é a Praça da Liberdade, que guarda em seu entorno importantes centros culturais como o CCBB e o Memorial Minas Gerais Vale, que está fechado para reformas. Veja a seguir alguns destaques:

1. Palácio da Liberdade

No Palácio da Liberdade, inaugurado em 1898, guias apresentam a história de Minas Gerais a partir de sua vida política e conduzem os visitantes por 30 cômodos do palácio, prédio central do conjunto arquitetônico da praça e residência de diversos governadores. Com jardins de influência inglesa, o local preserva sua riqueza histórica e arquitetônica, e pode ser visitado gratuitamente.

2. Casa Fiat de Cultura

Nos fundos do Palácio dos Despachos, está o centro cultural Casa Fiat de Cultura, com programação gratuita. Na entrada, o quadro Civilização Mineira, de Candido Portinari, dá as boas-vindas, enquanto o espaço, que já acolheu obras de ícones como Caravaggio, Chagall, Rodin, Aleijadinho e Tarsila do Amaral, além de artistas contemporâneos, oferece diversos recursos de acessibilidade, incluindo audiodescrição, braile, peças táteis, intérpretes de libras e tour virtual.

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3. Centro Cultural Banco do Brasil

Uma das cinco unidades do CCBB em funcionamento no país (além de São Paulo, Rio, Salvador e Brasília), o Centro Cultural Banco do Brasil ocupa o bonito prédio da antiga Secretaria de Estado de Defesa Social. Com programação diversificada durante todo o ano, que inclui artes cênicas, cinema, música, oficinas e atividades infantis nas férias escolares, o espaço promove visitas mediadas gratuitas para famílias, grupos escolares, pessoas com deficiência e ONGs.

4. Museu Mineiro

O Museu Mineiro ocupa uma construção eclética de 1897 de influência neoclássica. Inaugurado em 1982, o museu possui três salas abertas à visitação: uma guarda artefatos da família imperial, como cachimbos, espadas, armas de fogo e retratos, enquanto as outras duas são dedicadas à arte sacra colonial e ao mobiliário dos séculos 18 e 19. Com acervo tem mais de 3 mil peças, incluindo telas de Mestre Athaíde, achados arqueológicos, imagens sacras e esculturas.

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5. Centro de Arte Popular

O Centro de Arte Popular ocupa o belo casarão do antigo Hospital São Tarcísio, de 1928. A arte popular mineira é representada por esculturas de madeira e cerâmica, instrumentos musicais e telas – os objetos estão divididos nas categorias arte e fé, tradição mineira, arte rupestre e sala dos grandes mestres. O espaço conta com quatro salas de exposição permanente, uma sala para exposições temporárias, auditório com 60 lugares, sala de oficinas e pátio interno destinado a projetos de grafite.

6. Palácio das Artes

Em uma moderna construção circundada pelo Parque Municipal, com mata densa, lago e orquidário em plena região central, o Palácio das Artes é um dos maiores complexos culturais da América Latina. Inaugurado em 1970 e vinculado à Fundação Clóvis Salgado, ele ocupa 18 mil m² e abriga apresentações de grupos como Corpo (de dança), Galpão (de teatro) e Giramundo (teatro de bonecos). Com infraestrutura de alto padrão, o espaço é palco de peças, óperas, concertos, exposições, lançamentos de livros, palestras e cursos.

7. CURA

Desde 2017, o festival de arte pública CURA (Circuito Urbano de Arte) colore a capital mineira com obras de arte urbana espalhadas pela cidade e que continuam expostas depois do fim do evento. Na primeira edição, criou seu primeiro circuito de pintura em empenas (as laterais sem janelas dos prédios) voltado para a cênica Rua Sapucaí, repleta de bares em antigos casarões. 

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Em 2019, o festival extrapolou as fronteiras do centro para chegar à Lagoinha, bairro de raízes operárias e boêmias, explorável também pelo Rolezin Lagoinha, um passeio mensal com paradas em praças, mirantes, o Cemitério do Bonfim e pontos gastronômicos.

A edição de 2025 trouxe obras de Sylvia Amélia, Paulo Nazareth, Julianismo e Deco Farkas.

CONJUNTO MODERNO DA PAMPULHA

Na década de 1940, Juscelino Kubitschek, então prefeito de Belo Horizonte, fez um pedido a Oscar Niemeyer: um projeto para a região, que deveria se transformar no mais belo bairro do país. Assim nasceu a Pampulha, a 10 km do Centro, um complexo arquitetônico que contorna os 18 km de extensão da lagoa e que, em 2016, foi declarado Patrimônio Cultural da Humanidade pela Unesco. Hoje, o Conjunto Moderno da Pampulha é um dos pontos turísticos mais conhecidos da cidade, com edifícios históricos, jardins planejados por Roberto Burle Marx, painéis em azulejos e esculturas de Cândido Portinari.

8. Igreja São Francisco de Assis

O maior ícone do conjunto é a Igreja São Francisco de Assis, que une a genialidade de Oscar Niemeyer à de Candido Portinari. O resultado da ousadia do arquiteto e da sensibilidade do pintor, que criou o painel de azulejos azuis para adornar a construção, é um dos templos mais admirados de Minas Gerais. O interior, reaberto em 2019 após uma reforma, acolhe os 14 painéis retratando a Via Sacra, uma das obras mais importantes de Portinari. A visitação de grupos deve ser agendada pelo e-mail e as missas são realizadas aos domingos às 7h, 10h e 16h com número limitado de participantes.

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A “Igrejinha da Pampulha”, com seus traços característicos, é um primeiro vislumbre do estilo que consagraria Oscar Niemeyer (Camilla Vitoria Machado/Wikimedia Commons)

9. Casa Kubitschek

A 1 km da igreja, contornando a orla pela Avenida Otacílio Negrão de Lima, chega-se à Casa Kubitschek, de 1943. Projetada por Oscar Niemeyer e com jardins de Burle Marx, foi residência de fim de semana do ex-presidente nos anos 1940, quando ele ainda era prefeito de BH. Móveis e fotografias – além de painel de Alfredo Volpi e mosaicos de Paulo Werneck –, distribuídos pelos cômodos narram o modo de habitar a cidade entre as décadas de 1940 e 1960, sob a influência do movimento modernista.

10. Casa do Baile

A Casa do Baile é uma joia modernista que parece flutuar sobre o lago. Nos dias de hoje, ela recebe exposições temporárias e encontros e divulga publicações, além de contar com salão expositivo e auditório. Referência da arquitetura moderna brasileira, o projeto original de Oscar Niemeyer, com paisagismo de Roberto Burle Marx, propõe integração total com o entorno da lagoa. O Museu de Arte da Pampulha, que funcionou até 1946 como cassino, também faz parte do conjunto, mas só pode ser visitado externamente, pois está fechado para restauro.

Pampulha, Belo Horizonte, Brasil
A Casa do Baile, à beira da Lagoa da Pampulha, foi projetada por Niemeyer para ser um restaurante com pista de dança (Pedro Vilela/MTur/Reprodução)
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Fonte.:Viagen

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