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Introdução
A revolução dos remédios para emagrecer não para. Além de Ozempic e Mounjaro, uma nova geração de pílulas e injeções ainda mais potentes está no horizonte. Conheça a Retatrutida, Bioglutida e Maritida: as próximas apostas que prometem perdas significativas de peso, até com aplicação mensal e foco em preservar massa magra. O futuro do tratamento da obesidade é animador.
- Novas pílulas e injeções prometem ser mais potentes que Ozempic e Mounjaro.
- A Retatrutida (Eli Lilly), triplo análogo, reduziu 28% do peso em testes clínicos.
- Bioglutida (Biomed): Comprimido com 4 hormônios que busca preservar a massa magra.
- Maritida (Amgen): Injeção com aplicação mensal para perdas de até 20% do peso.
- Essas medicações ainda estão em fases avançadas de pesquisa e não chegarão em breve às farmácias.
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Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação da Editora Abril.
Há quem diga que as canetas de Ozempic, Wegovy e Mounjaro são apenas o primeiro capítulo de uma revolução ainda maior no tratamento do excesso de peso. No plano de pesquisa e desenvolvimento de grandes farmacêuticas, drogas potentes, com outros mecanismos de ação e meios de administração, prometem ampliar de uma forma impressionante o controle da obesidade.
Se dosagens mais altas de Wegovy e comprimidos de semaglutida já despontam no mercado europeu e americano, com chances de chegarem até o próximo ano no Brasil, em um futuro um pouco mais distante a aposta está em torno de canetas que imitam mais hormônios – não só o tão falado GLP-1 -, pílulas polivalentes e até uma injeção mensal.
Separamos três nomes fortes que, ainda em fase de estudo, começam a demonstrar a que vêm. Só cabe ressaltar que essas medicações experimentais não cumpriram todo o rito da pesquisa clínica, tampouco possuem autorização dos órgãos regulatórios para serem prescritas e comercializadas – em nenhum lugar do mundo.
Retatrutida
Trata-se do medicamento em estudo que, até o momento, demonstrou a maior perda de peso por meio de um agente farmacológico. Nos testes clínicos, pacientes chegam a perder cerca de 30% do peso.
Desenvolvida pela americana Eli Lilly, a mesma fabricante do Mounjaro, a retatrutida pode ser o primeiro análogo triplo a chegar às farmácias. Isso porque as canetas de aplicação semanal simulam três hormônios produzidos pelo corpo: o GLP-1 (de Ozempic e Wegovy), o GIP (também contemplado pelo Mounjaro) e o glucagon. Espera-se que essa aliança potencialize o emagrecimento através da eliminação de gordura.
Os estudos de fase 2 – lembrando que são três as fases clássicas dos ensaios clínicos – estão sendo concluídos e os resultados soam animadores. Participantes chegam a perder mais de 30 kg, um resultado próximo da cirurgia bariátrica.
Vale dizer que já tem gente oferecendo “retatrutida” nas redes sociais, mas é uma cilada: o medicamento não está aprovado em nenhum lugar do mundo.
Bioglutida
Quem disse que três seriam o limite? O laboratório americano Biomed investe em um comprimido que reúne quatro substâncias que emulam efeitos hormonais.
A bioglutida ostenta, na mesma pílula de uso diário, o GLP-1, o GIP, o glucagon e um fator de crescimento muscular, o IGF-1. O objetivo é que a pessoa consiga emagrecer, mas sem perder tanta massa magra, fenômeno comum entre os usuários das canetas atuais.
Nos ensaios de fase 2, pacientes perderam uma média de 13% do peso. A expectativa é que, por ser um comprimido – a exemplo do Wegovy pill, lançado nos EUA, e da orforgliprona, em desenvolvimento pela Lilly – seja mais fácil escalar a produção e ampliar o acesso e a adesão dos pacientes.
Maritida
Imagine uma caneta de aplicação mensal para perder peso? É o que propõe a maritida, sob investigação pela biofarmacêutica Amgen.
Ela tem um mecanismo de ação curioso: é um análogo de GLP-1, como o Wegovy, mas tem um antagonista de GIP. Essa combinação, por incrível que pareça, regula o apetite e chega a resultar em perdas de peso na faixa de 20%.
Também em fase 2 de estudo, ela parece melhorar a eficiência metabólica, provendo benefícios além do emagrecimento, como, aliás, vêm demonstrando os análogos de GLP-1 atuais.
Tanto a maritida como a bioglutida e a retatrutida ainda têm um longo caminho científico pela frente. Ou seja, não vão chegar tão cedo às drogarias. Então, se encontrar alguma propaganda sedutora vendendo essas moléculas por aí, saiba que é furada – e das perigosas!
Fonte.:Saúde Abril


