
Resenha por Arnaldo Lorençato
Um vistoso imóvel de esquina, onde por quase vinte anos funcionou a primeira versão da Pizzaria Famiglia Mancini, sedia o Yubari, aberto em agosto do ano passado. O restaurante japonês tem tudo para se tornar uma referência no centro, região com escassas atrações dessa culinária oriental. O grupo de sócios, formado pelos empresários Ricardo Mesquita, Adevaldo Teixeira, Fredio Moreira e Saul Souza, teve o cuidado de inaugurar a casa, montada a um custo de 10 milhões de reais, com a consultoria de Jun Sakamoto — a execução é de uma equipe liderada pelo chef Felippe Furukawa. Das entradas ou zenzai, não hesite: fique com o tataki de wagyu (R$ 98,00), com bifes finos e deliciosamente malpassados em manteiga reduzida com shoyu complementado pela adição de geleia de pimenta e crisps de fios de alho-poró. Uma dica é evitar as duas opções de menu degustação, um em cinco e outro em sete etapas, que trazem pedidas com azeite trufado (você pode passar muito bem sem elas). A dica é investir em nostálgicos combinados feitos com capricho. O que leva o nome da casa vem com 32 peças, custa R$ 298,00 e satisfaz dois paladares. Reúne dez sashimis do dia, entre eles atum, olho-de-boi, robalo, carapau e salmão (que pode ser substituído por outro peixe no pedido, como foi feito na minha visita), além de niguiris, os bolinhos de arroz cobertos de atum, olho-de-boi, tainha e sororoca. Há ainda os enrolados hossomaki e uramaki de atum mais um par de gunkans cobertos por ovas de massagô coloridas de vermelho. Envolto em massa delicada, o tempurá de três camarões grandes sai por muito razoáveis R$ 60,00. De estilo totalmente ocidental, brenno no omoi se traduz por uma musse de chocolate baiano 63% assentada em uma leve espuma de coco e enfeitada com a fruta em lâminas tostadas, expedida pelo chef Mateus Batista, responsável pela cozinha quente e pela preparação das sobremesas. O preço é igualmente atraente: R$ 29,00.
Informações checadas em março de 2026.
Fonte.: Veja SP Abril


