4:47 AM
14 de março de 2026

“Crítica política não é preconceito”, afirma Ratinho

“Crítica política não é preconceito”, afirma Ratinho

PUBLICIDADE



Após ser alvo de pedido de investigação no Ministério Público Federal (MPF) por questionar a escolha de Erika Hilton (PSOL-SP) para a presidência da Comissão da Mulher na Câmara dos Deputados, o apresentador Ratinho se manifestou em suas redes sociais nesta sexta-feira (13).

“Eu defendo a população trans, mas defendo também o direito de questionar quem governa”, disse Ratinho, em vídeo. “Crítica política não é preconceito. É jornalismo, e eu não vou ficar em silêncio”, continuou.

Na legenda da publicação, ele convidou outros jornalistas, comentaristas e apresentadores a discutirem sobre o tema. “Falem, publiquem. Não fiquem em silêncio. Porque silêncio é conivência”, afirmou.

A polêmica começou após o apresentador declarar ser contrário à escolha de Erika para presidência da Comissão da Mulher, na Câmara dos Deputados. A manifestação ocorreu durante edição do “Programa do Ratinho” na última quarta-feira (11).

“Não achei muito justo, não. Com tanta mulher, por que vai dar para uma mulher trans?”, perguntou. “Mulher, para ser mulher, tem que ter útero, tem que menstruar, tem que ficar chata três, quatro dias”, continuou o apresentador, ao citar ainda a dor do parto, que somente mulheres podem sentir.

Ratinho afirmou, então, ser “contra” a eleição de Hilton para comandar a comissão da Câmara e que o cargo deveria ser exercido por uma mulher. “Não tenho nada contra a deputada Erika Hilton, ela fala bem, ela é boa de prosa”, disse. “Mas será que ela entende dos problemas e desafios de uma pessoa que nasceu mulher? Não é fácil ser mulher!”, argumentou.

Quais são as alegações de Erika Hilton?

Após a repercussão das falas, Erika Hilton acionou o Ministério Público Federal (MPF) contra o apresentador Ratinho e o SBT. No documento protocolado, que a Gazeta do Povo teve acesso, Erika afirma que o discurso usado pelo apresentador legitimaria a discriminação e agravaria a vulnerabilidade social de todas as mulheres trans e travestis do Brasil.

Erika pede indenização de R$ 10 milhões por danos morais coletivos à população trans e travesti e também solicita que o apresentador e a emissora veiculem retratação em horário e duração equivalente à fala considerada discriminatória.

SBT emitiu nota sobre o caso

Na última quinta-feira (12), o SBT divulgou comunicado sobre o caso. Na nota, a emissora afirma que as declarações do apresentador Ratinho, expressadas ao vivo, “não representam a opinião da emissora e estão sendo analisadas pela direção da empresa”. O SBT apontou ainda que “que tratará do tema internamente a fim de que nossos valores sejam respeitados por todos os colaboradores”.



Fonte. Gazeta do Povo

Leia mais

Rolar para cima