
Viajantes que passam por cidades muito visitadas já se acostumaram à experiência desagradável de conviver com abordagens indesejadas nas ruas. É gente oferecendo produtos, convidando para entrar em lojas ou restaurantes, pedindo esmola de forma agressiva… Mesmo andando com a guarda alta, é comum se desarmar quando a conversa começa de forma mais simpática ou divertida: é quando entram em cena os golpes dedicados a tirar dinheiro dos visitantes, uma situação particularmente comum em Paris.
Na maioria dos casos, a dica é simples: se for abordado por desconhecidos durante o passeio, simplesmente diga “non, merci” e siga andando. Mesmo que a pessoa insista um pouco, logo ela vai se dar conta que está perdendo tempo e partir em busca de outra vítima. Sinalizar que não entende o que ela está falando (mesmo que isso seja um fingimento da sua parte) também costuma acelerar o processo.
De todo modo, vale conhecer algumas das abordagens comuns para arrancar os euros dos turistas que passam pela capital francesa. Confira, abaixo, alguns golpes recorrentes para passar longe:
1. Bracelete da amizade (e outros presentes)
Pelas ruas da cidade, qualquer pessoa que esteja oferecendo alguma coisa “de graça” é um golpista em potencial. Clássicos do gênero incluem o “bracelete da amizade”, em que a pessoa o coloca em seu pulso sem ser solicitada, mas também há golpes similares envolvendo a entrega de flores para casais. A interação, que começa amistosa, logo ganha ares mais agressivos com o sujeito que ofereceu o “presente” exigindo algum tipo de pagamento pelo item que você sequer pediu.
2. Abaixo-assinado falso
Em lugares muito visitados, é comum encontrar algumas pessoas com pranchetas pedindo apoio a alguma suposta causa nobre. Mesmo que o assunto pareça interessante à primeira vista, não vale a pena buscar mais informações: há uma chance alta do tal abaixo-assinado ser falso. O roteiro, depois, costuma seguir de duas maneiras: ou o indivíduo segurando a prancheta pede algum dinheiro para apoiar a “causa” ou usa a conversa para provocar uma distração enquanto um colega passa batendo a carteira.
3. Ingressos falsos
É um risco comum em lugares turísticos que exigem bilhetes de acesso. No caminho, alguém se passa por um vendedor ou guia que diz ter tickets mais baratos e sem fila, ou faz de conta que desistiu da visita e está tentando repassar o ingresso que tinha comprado para si mesmo. A ínfima chance de ser verdade não compensa o risco de perder dinheiro à toa: compre seus ingressos sempre nos pontos de venda oficiais. Se a sua ideia é fugir das longas filas na bilheteria, lembre-se que a maioria dos pontos de interesse permitem a compra antecipada através de seus sites oficiais.
4. Táxi irregular
É um dos golpes mais comuns da cidade: em estações de trem e aeroportos, supostos taxistas ficam esperando os passageiros recém-saídos e anunciando seus serviços. Em geral, são o primeiro oferecimento do tipo, e é muito fácil cair no golpe se você é um turista de primeira viagem: parece mais prático do que sair à rua procurando um transporte.
O problema é que o tal táxi é irregular e, embora até leve ao lugar desejado, também fará isso cobrando um valor exorbitante (com frequência, combinado antes da viagem), muito maior do que o trajeto custaria normalmente. Táxis da cidade devem estar claramente identificados e não podem cobrar um valor fixo acordado previamente. Caso sua ideia seja pegar um serviço de transporte particular, procure o local da estação ou terminal onde os veículos regulares esperam passageiros.
5. Jogos de rua
A cena costuma se repetir: em uma mesa ou outra superfície, alguém propõe jogos visualmente divertidos e que atraem um grupo de curiosos diante de si. Um clássico do gênero é a adivinhação com três copos virados de cabeça para baixo: dentro de um deles, vai uma bolinha, e o passante é convidado a apostar onde ela vai estar após vários movimentos para confundir.
Tudo se torna ainda mais convincente porque outra pessoa envolvida no golpe também posa como se fosse um transeunte qualquer, faz a aposta e “ganha” um valor de volta por acertar. Só que, se você entrar nessa, é dinheiro perdido na certa: o jogo é desenhado para arrancar dinheiro dos curiosos, com a bolinha sendo habilmente removida durante o “embaralhamento”. Não importa o copo escolhido, não vai ter nada dentro.
Como essa variação se tornou mais conhecida dos guias a evitar, a recomendação é expandida: encontrou algum jogo valendo dinheiro pelas ruas? Vá com a mentalidade de que provavelmente é golpe e não participe.
Dicas para aproveitar o melhor de Paris
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Fonte.:Viagen


