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Introdução
A morte da atriz Kiki Shepard por infarto fulminante aos 74 anos destaca a maior letalidade de infartos em mulheres. Embora menos incidentes, o prognóstico para elas é pior, com sintomas atípicos e atraso no diagnóstico. Fatores de risco e check-ups regulares são cruciais para a prevenção.
- A atriz Kiki Shepard morreu aos 74 anos devido a um infarto fulminante.
- Mulheres têm um risco maior de morrer de infarto, apesar de os homens sofrerem mais ataques cardíacos.
- Sintomas de infarto em mulheres podem ser atípicos (fadiga, falta de ar, náuseas, dores no pescoço/braço/mandíbula), dificultando o diagnóstico.
- O prognóstico e a mortalidade pós-infarto são piores para mulheres, tanto após 1 ano quanto após 5 anos.
- Fatores de risco para infarto incluem tabagismo, hipertensão, obesidade, colesterol elevado, diabetes, sedentarismo e predisposição genética.
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Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação da Editora Abril.
A atriz e apresentadora Kiki Shepard, mais conhecida no Brasil por suas aparições em séries como Todo Mundo Odeia o Chris e Grey’s Anatomy, morreu nesta segunda-feira (16), em Los Angeles. Aos 74 anos, ela foi vítima de um infarto fulminante.
Sheperd, que nos Estados Unidos era famosa por ter passado 15 anos à frente do programa de variedades Showtime at the Apollo, teve sua morte definida como “inesperada” pela assessoria. A rapidez da crise de saúde que se revelou fatal chamou atenção para os riscos do infarto (fulminante ou não) em mulheres, que muitas vezes acabam tendo seu perigo negligenciado até mesmo por médicos.
Infartos são mais letais em mulheres
Embora os homens sejam aqueles que mais sofrem infartos, proporcionalmente são as mulheres que têm um risco maior de morrer como consequência deles. Parte da explicação se deve à noção de que esse problema é predominantemente masculino, o que leva a um atraso na busca por atenção médica e no diagnóstico correto quando elas enfim procuram um serviço de saúde.
Mas também há outro aspecto que exige alerta: ainda que a dor no peito seja o sintoma mais característico do ataque cardíaco em ambos os sexos, mulheres têm mais sintomas “atípicos” do quadro. Em alguns casos, esses sinais começam até mesmo dias antes do infarto em si, e incluem fala de ar, fadiga, alterações de sono, náusea, vômitos e dores que afetam também pescoço, braço e até a mandíbula.
+Leia também: Dor no peito: como diferenciar infarto de outras causas?
Não só os infartos fulminantes (aqueles que matam rapidamente), como o que vitimou Kiki Shepard, são mais preocupantes em mulheres. Segundo a mais recente Diretriz Brasileira de Síndrome Coronariana Crônica, publicada em 2025, o prognóstico para os anos seguintes também é pior para elas: após 1 ano da crise, a mortalidade das mulheres bate em 26% contra 19% dos homens; após 5 anos, a mortalidade feminina chega a 47% contra 36% no caso deles.
Quem está em maior risco
Independentemente do sexo, algumas situações elevam o risco de sofrer um infarto e desenvolver outros problemas potencialmente fatais que afetam a saúde cardiovascular. Os perigos aumentam diante de:
Alguns hábitos podem ajudar a reduzir o risco de problemas, como o abandono do cigarro e a prática regular de exercícios físicos, bem como a manutenção de uma alimentação equilibrada. Controlar adequadamente as doenças subjacentes que elevam o risco de infarto também reduz os riscos.
No entanto, qualquer pessoa pode sofrer um infarto, mesmo fazendo o possível para preveni-los, sobretudo na terceira idade. Por isso, a recomendação é realizar check-ups regulares com cardiologista, especialmente se houver risco elevado de problemas no coração, e aprender a identificar os sintomas para procurar um serviço de saúde o quanto antes em caso de qualquer suspeita de que algo está errado.
Fonte.:Saúde Abril


