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Introdução
O betacaroteno, pigmento encontrado em vegetais como cenoura e espinafre, pode alterar a cor da pele para um tom alaranjado em altas doses. Precursor da Vitamina A, é geralmente seguro, mas o consumo excessivo pode causar carotenemia e, em fumantes/ex-fumantes, elevar o risco de câncer de pulmão. É crucial consumir com moderação.
- O betacaroteno é um pigmento carotenoide que atua como precursor da Vitamina A.
- Pode ser encontrado em vegetais alaranjados (cenoura, abóbora) e verdes (espinafre, brócolis).
- Em altas doses, o betacaroteno pode alterar a cor da pele, causando carotenemia (tonalidade amarela/laranja).
- A carotenemia é uma condição benigna que desaparece ao reduzir o consumo.
- O excesso de betacaroteno pode aumentar o risco de câncer de pulmão em fumantes e ex-fumantes.
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Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação da Editora Abril.
Buscando uma forma relativamente barata e segura de ficar com a pele “bronzeada” mesmo sem pegar sol? É bem possível que você já tenha ouvido a dica: aumente sua ingestão de alimentos ricos em betacaroteno, como a cenoura, e em pouco tempo os efeitos vão aparecer.
Se a ideia parece absurda, saiba que ela realmente funciona. Mas vale ter atenção: é preciso obter doses elevadas desse composto para alcançar esse efeito e, dependendo de quanto você está comendo, a pele pode até ficar laranja demais. Em algumas pessoas, o excesso pode inclusive elevar o risco de cânceres.
Entenda melhor a ciência do betacaroteno na busca por mudar a cor da pele.
O que é e para que serve o betacaroteno
O betacaroteno é o pigmento mais famoso da família dos carotenoides, conhecidos por dar cores avermelhadas, amareladas e alaranjadas a muitos vegetais que comemos. Outros carotenoides bem conhecidos são o licopeno, encontrado em tomates, e a luteína, presente em vegetais folhosos.
Aliás, esse é um ponto a se observar: uma planta não precisa ter a cor tipicamente associada ao betacaroteno para ser uma boa fonte desse pigmento. Dá para encontrá-lo na cenoura, na abóbora, na manga e na batata-doce, cuja coloração já dá uma pista de sua presença, mas ele também aparece em comidas bem verdes, como o espinafre e o brócolis, por exemplo.
Não se limitando à cor, o betacaroteno exerce funções importantes para a saúde humana: ele é um precursor da vitamina A, sendo convertido nesse nutriente dentro do nosso organismo, onde atua na saúde dos olhos, da pele e do sistema imune, entre outras tarefas.
Mas afinal, betacaroteno funciona para ficar “bronzeado”?
Funciona, mas depende! O consumo de altas doses de betacaroteno pode levar a uma alteração na cor da pele porque, após um determinado limite, o corpo não consegue convertê-lo completamente para outros usos. Pouco a pouco, o pigmento se acumula e começa a ser depositado na pele, o que em algumas pessoas pode dar a aparência de quem tomou um banho de sol.
O grande desafio é encontrar a “medida certa” para esse efeito: quantidades elevadas de betacaroteno podem levar à carotenemia (ou carotenose), uma condição em que a pele fica amarela ou laranja demais.
Ou seja, em vez de adquirir um “bronzeado” de aparência saudável, sua pele pode fugir demais de uma coloração vista como natural, ao estilo do presidente americano Donald Trump, por exemplo (no caso dele, porém, a cor da pele é atribuída a sprays e maquiagens).
É difícil saber o limite de betacaroteno para cada pessoa, já que fatores como o peso corporal, o metabolismo e até predisposições genéticas influenciam nisso. Indivíduos com questões prévias de saúde, como diabetes e hipotireoidismo, podem desenvolver carotenemia inclusive com uma ingestão considerada normal desse pigmento.
A boa notícia é que a carotenemia é uma condição benigna que passa sozinha em alguns dias, após você reduzir sua ingestão de betacaroteno. Mas, até lá, podem ser momentos esteticamente desconfortáveis. Para diferenciar a carotenose da icterícia, um sintoma mais preocupante que indica problemas no fígado e também deixa a pele amarelada, há um sinal marcante: na carotenemia, os olhos permanecem brancos.
Excesso pode elevar risco de câncer em algumas pessoas
De modo geral, o betacaroteno é considerado seguro para pessoas saudáveis, mesmo em quantidades elevadas que podem produzir alterações na cor da pele (claro que o indicado é não fazer isso de forma crônica; como tudo envolvendo saúde, vale evitar os excessos).
Mas estudos vêm demonstrando que uma superdosagem da substância pode elevar ainda mais o risco de câncer de pulmão em pessoas que já têm mais chances de desenvolver a doença, como fumantes e ex-fumantes e pacientes com asbestose, uma complicação de longo prazo associada à inalação do pó de amianto.
Nessas situações, o recomendado é evitar quantidades exageradas de betacaroteno, algo relativamente fácil de se fazer. A própria carotenose dificilmente vai começar antes de você comer mais que cinco cenouras inteiras por dia, por exemplo. Só não esqueça de que o pigmento também está presente em outros alimentos, até mesmo aqueles com cores menos óbvias.
Fonte.:Saúde Abril


