
Ler Resumo
Introdução
O fim da patente da semaglutida (Ozempic/Wegovy) na sexta-feira (20) abre a possibilidade de novos medicamentos. A Anvisa avalia 17 pedidos (15 sintéticos e 2 biológicos), com alguns processos da EMS, Ávita Care e Cristália em fase avançada. A efetiva chegada ao mercado depende da agência e pode ser impactada por desafios técnicos ou disputas judiciais.
- A patente da semaglutida (Ozempic/Wegovy) chegou ao fim.
- Anvisa avalia 17 pedidos de novos medicamentos com o princípio ativo.
- EMS, Ávita Care e Cristália têm pedidos em estágio mais avançado.
- A chegada dos produtos ao mercado depende da avaliação da Anvisa e do retorno das empresas.
- A quebra da patente pode ser revertida por disputas judiciais da Novo Nordisk.
Este resumo foi útil?
Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação da Editora Abril.
Com o fim da patente da semaglutida na última sexta-feira (20), o mercado nacional de medicamentos aguarda a possibilidade de novos fármacos à base do princípio ativo tornado famoso por Ozempic e Wegovy.
Mas, apesar disso, ainda não há previsão de quando esses produtos efetivamente chegarão ao mercado: tudo depende de avaliação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) sobre as solicitações de diferentes farmacêuticas em torno desse análogo de GLP-1.
Frente às dúvidas, a Anvisa atualizou recentemente a situação dos pedidos em andamento no país. Confira o que se sabe.
+Leia também: Semaglutida: o que é, para que serve e quais os efeitos colaterais
Quem deve chegar primeiro ao mercado
Segundo a agência, o primeiro pedido de registro para um novo medicamento com semaglutida foi feito ainda em 2023, mas a maior parte dos pedidos data do ano passado. As análises são feitas seguindo a ordem cronológica de solicitação.
Ao todo, a Anvisa está avaliando 15 pedidos de análogos sintéticos e dois de produtos biológicos. Enquanto os primeiros são feitos por síntese química e podem render moléculas pequenas capazes de ser reproduzidas de forma idêntica, os biológicos rendem moléculas mais complexas, obtidas a partir de fluidos biológicos, tecidos de origem animal ou outros procedimentos biotecnológicos.
Hoje, entre os sintéticos, a Anvisa diz que há dois pedidos na fase mais avançada, a de “exigência”, em que se aguarda uma resposta da empresa para a análise continuar. Entre os biológicos, um produto que está nessa fase. A agência já tem outros cinco medicamentos sintéticos em análise, além de oito sintéticos e um biológico cuja avaliação não foi iniciada.
Sabe-se que os pedidos em etapa mais adiantada, hoje, foram feitos pelas farmacêuticas EMS (que já produz medicamentos à base de liraglutida, após o fim da patente desta molécula), Ávita Care e Cristália.
Isso, no entanto, não é garantia de que suas canetas emagrecedoras (que ainda não tiveram nome comercial anunciado) serão as primeiras a chegar às prateleiras das farmácias. Os prazos subsequentes dependem da avaliação da Anvisa e do próprio retorno das empresas, tanto em termos de velocidade para responder quanto de qualidade da informação fornecida.
Em nota, a Anvisa ressaltou que “ainda não há harmonização global para a análise desses medicamentos”, destacando que o processo é “um desafio técnico para as agências reguladoras em todo o mundo”.
A Eurofarma lançou, em outubro de 2025, duas versões da semaglutida em parceria com a Novo Nordisk, Poviztra (voltada para obesidade e sobrepeso) e Extensior (focada em diabetes tipo 2).
Quebra da patente pode ser revertida?
Em meio aos obstáculos técnicos que podem retardar a entrada de medicamentos similares ou genéricos à base de semaglutida no mercado nacional, todo o processo também pode ser interrompido se a Novo Nordisk, farmacêutica original por trás da molécula, obtiver vitórias judiciais tentando prorrogar o prazo da patente.
Até aqui, a empresa não obteve sucesso na empreitada, mas segue buscando a extensão da data-limite. Uma disputa judicial semelhante também está em andamento com a liraglutida.
O argumento é que a concessão da patente demorou tanto tempo que seria necessário estendê-la, de modo a recuperar os anos perdidos. Caso tenha sucesso, a Novo Nordisk poderia obter até mais 12 anos de exclusividade, até 2038.
Entretanto, não há prazo para a análise dos recursos nem garantia de que o pedido será bem-sucedido.
Fonte.:Saúde Abril


