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23 de março de 2026

Genéricos de Wegovy e Ozempic: Anvisa atualiza fila de candidatos em análise no país

Genéricos de Wegovy e Ozempic: Anvisa atualiza fila de candidatos em análise no país

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Com o fim da patente da semaglutida na última sexta-feira (20), o mercado nacional de medicamentos aguarda a possibilidade de novos fármacos à base do princípio ativo tornado famoso por Ozempic e Wegovy.

Mas, apesar disso, ainda não há previsão de quando esses produtos efetivamente chegarão ao mercado: tudo depende de avaliação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) sobre as solicitações de diferentes farmacêuticas em torno desse análogo de GLP-1.

Frente às dúvidas, a Anvisa atualizou recentemente a situação dos pedidos em andamento no país. Confira o que se sabe.

+Leia também: Semaglutida: o que é, para que serve e quais os efeitos colaterais

Quem deve chegar primeiro ao mercado

Segundo a agência, o primeiro pedido de registro para um novo medicamento com semaglutida foi feito ainda em 2023, mas a maior parte dos pedidos data do ano passado. As análises são feitas seguindo a ordem cronológica de solicitação.

Ao todo, a Anvisa está avaliando 15 pedidos de análogos sintéticos e dois de produtos biológicos. Enquanto os primeiros são feitos por síntese química e podem render moléculas pequenas capazes de ser reproduzidas de forma idêntica, os biológicos rendem moléculas mais complexas, obtidas a partir de fluidos biológicos, tecidos de origem animal ou outros procedimentos biotecnológicos.

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Hoje, entre os sintéticos, a Anvisa diz que há dois pedidos na fase mais avançada, a de “exigência”, em que se aguarda uma resposta da empresa para a análise continuar. Entre os biológicos, um produto que está nessa fase. A agência já tem outros cinco medicamentos sintéticos em análise, além de oito sintéticos e um biológico cuja avaliação não foi iniciada.

Sabe-se que os pedidos em etapa mais adiantada, hoje, foram feitos pelas farmacêuticas EMS (que já produz medicamentos à base de liraglutida, após o fim da patente desta molécula), Ávita Care e Cristália.

Isso, no entanto, não é garantia de que suas canetas emagrecedoras (que ainda não tiveram nome comercial anunciado) serão as primeiras a chegar às prateleiras das farmácias. Os prazos subsequentes dependem da avaliação da Anvisa e do próprio retorno das empresas, tanto em termos de velocidade para responder quanto de qualidade da informação fornecida.

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Em nota, a Anvisa ressaltou que “ainda não há harmonização global para a análise desses medicamentos”, destacando que o processo é “um desafio técnico para as agências reguladoras em todo o mundo”.

A Eurofarma lançou, em outubro de 2025, duas versões da semaglutida em parceria com a Novo Nordisk, Poviztra (voltada para obesidade e sobrepeso) e Extensior (focada em diabetes tipo 2).

Quebra da patente pode ser revertida?

Em meio aos obstáculos técnicos que podem retardar a entrada de medicamentos similares ou genéricos à base de semaglutida no mercado nacional, todo o processo também pode ser interrompido se a Novo Nordisk, farmacêutica original por trás da molécula, obtiver vitórias judiciais tentando prorrogar o prazo da patente.

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Até aqui, a empresa não obteve sucesso na empreitada, mas segue buscando a extensão da data-limite. Uma disputa judicial semelhante também está em andamento com a liraglutida.

O argumento é que a concessão da patente demorou tanto tempo que seria necessário estendê-la, de modo a recuperar os anos perdidos. Caso tenha sucesso, a Novo Nordisk poderia obter até mais 12 anos de exclusividade, até 2038.

Entretanto, não há prazo para a análise dos recursos nem garantia de que o pedido será bem-sucedido.



Fonte.:Saúde Abril

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