5:22 PM
24 de março de 2026

Defesa de Filipe Martins pede que Moraes envie caso a Corte internacional

Defesa de Filipe Martins pede que Moraes envie caso a Corte internacional

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A defesa de Filipe Martins pediu que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes encaminhe o caso do ex-assessor à Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH). O recurso foi protocolado nesta terça-feira (24), no âmbito da ação penal que regula sua prisão, ainda preventiva.

No documento, de 32 páginas, a defesa contesta a decisão de Moraes de enviar à Procuradoria-Geral da República (PGR) um pedido para retorno de Filipe Martins ao Complexo Médico Penal. A decisão teria retardado uma atuação rápida diante de um risco à integridade física do ex-assessor.

“Insurge-se a defesa contra a decisão que, mesmo diante de pedido expresso de tutela de urgência fundado em risco concreto à integridade física do custodiado, optou por submeter previamente a matéria à manifestação da Procuradoria-Geral da República, retardando a prestação jurisdicional em hipótese que exige atuação imediata”, explica.

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Moraes mandou reverter transferência antes de ouvir explicações da Polícia Penal

Ministro pediu esclarecimentos por transferência sem seu aval. Ministro pediu esclarecimentos por transferência sem seu aval. (Foto: Rosinei Coutinho/STF)

Após descobrir que Filipe Martins foi retirado da Casa de Custódia de Ponta Grossa com urgência, Moraes pediu explicações. Antes mesmo da resposta da Polícia Penal do Paraná, o magistrado mandou reverter a transferência. O ofício falava em uma “urgência operacional”.

A Casa de Custódia do Paraná serve como local de passagem a detentos que, logo em seguida, serão encaminhados a uma penitenciária. Mesmo assim, o local possui 912 presos para uma capacidade de 592. O estabelecimento já informou que não conseguiria conter uma rebelião que quase começou após os detentos perceberem que o ex-assessor recebia um tratamento diferenciado dos demais.

“A atual demanda não se limita à revisão de decisão judicial, mas veicula questão de alta densidade constitucional e internacional, envolvendo a preservação da integridade física de pessoa sob custódia estatal, a efetividade da tutela jurisdicional e o cumprimento de obrigações internacionais assumidas pelo Brasil”, diz o recurso.

De acordo com o advogado Ricardo Scheiffer, que atua em conjunto com Jeffrey Chiquini no caso, o recurso serve também como forma de registrar o caso e o apelo para a consulta internacional, já preparando terreno para que eles próprios ingressem com uma ação por violação de direitos humanos. Eles reconhecem que, por ter ocorrido através de despacho, a reversão da transferência normalmente não comportaria recurso.

Filipe Martins foi condenado a 21 anos e seis meses de prisão, acusado de envolvimento no suposto plano de golpe de Estado que teria como chefe o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A principal acusação é de que ele teria trabalhado na criação da chamada “minuta do golpe”, documento que embasaria o suposto golpe.



Fonte. Gazeta do Povo

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