12:31 AM
29 de março de 2026

Morre José Éder Lisboa, condenado pelo 8 de janeiro, na Argentina

Morre José Éder Lisboa, condenado pelo 8 de janeiro, na Argentina

PUBLICIDADE



A Associação de Familiares e Vítimas do 8 de Janeiro (Asfav) informou, na noite de sexta-feira (27), a morte de José Éder Lisboa, de 64 anos, apontado pela entidade como o oitavo condenado pelos atos de 8 de janeiro de 2023 a falecer desde os episódios que culminaram na invasão das sedes dos Três Poderes, em Brasília.

Segundo a associação, Lisboa morreu após complicações decorrentes da Síndrome de Guillain-Barré, diagnosticada no fim do ano passado. Ele estava internado em um hospital municipal na Argentina, país para onde se mudou em 2024.

Antes de exilar-se na Argentina, Lisboa vivia em São Carlos (SP), com a esposa e uma filha, e trabalhava como adestrador de animais.

Ele foi condenado a 14 anos de prisão pelo Supremo Tribunal Federal (STF), sob acusação de cometer cinco crimes relacionados aos atos de 8 de janeiro: associação criminosa armada, abolição violenta do Estado Democrático de Direito, tentativa de golpe de Estado, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado. Lisboa era considerado foragido da Justiça brasileira.

À Gazeta do Povo, a advogada da Asfav, Carol Siebra, contestou a condenação. Segundo ela, Lisboa não participou de atos de depredação. “A ANTT apresentou um relatório indicando que ele era passageiro de um ônibus para Brasília, mas ele nunca esteve nesse ônibus. Tentamos perícia na lista e a correção da informação, mas isso foi ignorado”, afirmou.

Com a morte de Lisboa, a entidade inclui seu nome em uma lista que já reúne outros sete condenados falecidos: Cleriston Pereira da Cunha, conhecido como Clezão; Éder Parecido Jacinto; Kleber de Freitas; Antônio Marques da Silva; Giovani Carlos dos Santos; Jony Figueiredo da Silva; e José Fernando Honorato de Azevedo.

A Asfav critica as penas aplicadas pelo STF, que considera excessivas e em desacordo com o devido processo legal. Para a advogada Carol Siebra, o número de mortes entre os condenados “mostra a urgência de devolver a essas famílias a dignidade”.

VEJA TAMBÉM:



Fonte. Gazeta do Povo

Leia mais

Rolar para cima